quinta-feira, 29 de abril de 2010

2º Ano - Prova final 1º Bimestre

Prova 2º ano
1ª Questão: Situação de Aprendizagem 1 – Que mundo é esse?
O 1º mapa apresentado é de autoria de Henricus Martellus Germanus é o nome latinizado de Heinrich Hammer, um cartógrafo alemão que viveu e trabalhou em Florença no período de 1480 a 1496.
Por volta de 1489 ou 1490, ele produziu um mapa mundial que era semelhante ao globo terrestre posteriormente produzido por Martin Behaim, em 1492, o Erdapfel. Ambos mostram influências pesadas de Ptolomeu, e ambos derivam possivelmente mapas criados cerca de 1485 em Lisboa por Bartolomeu Colombo, irmão de Cristóvão Colombo.

Já o segundo, é de autoria de Santo Isidoro de Sevilha. Cópia do final do século XIII.

Comparando os dois mapas, vocês deverão responder:

Quantos séculos de intervalo há na produção de cada um dos mapas?
Quais as diferenças entre as orientações dos pontos cardeais no mapa de Henricus Martellus e no de Isidoro de Sevilha?
Por que a África é muito detalhada no mapa de Henricus Martellus?
Por que o Oriente, de maneira geral, é pouco detalhada no mapa de Martellus?
Como podemos perceber a influência do pensamento renascentista no mapa de Martellus?


2. Situação de Aprendizagem 2 – As indulgências e os protestantes.

Leia o texto abaixo e responda as duas questões:

“43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando o pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgências.”

O que eram as indulgências?
Qual a opinião de Lutero sobre as indulgências?


3. Situação de aprendizagem 3 – A Utopia, O Príncipe e a Cocanha.

a. “ Os utopianos vivem em paz e amizade uns com os outros. Nenhum magistrado se mostra orgulhoso ou temível. Chamam-lhes pais, e, de fato, agem com tal. Os cidadãos prestam-lhes as devidas homenagens, espontaneamente, agem qualquer coação.
O próprio príncipe não se distingue dos outros cidadãos por vestiário principesco, nem por coroa, diadema real ou manto, mas por um pequeno feixe de trigo que leva consigo.
Os utopianos admiram-se de que seres razoáveis possam se deleitar com a luz incerta e duvidosa de uma pedra ou de uma pérola, quando têm os astros e o sol com que encher os olhos. Encaram como louco aquele que se acredita mais nobre e mais estimável só porque está coberto de uma lã mais fina, lã tirada das costas de um carneiro, e que foi usada primeiro por este animal. Admiram-se que o ouro, inútil por sua própria natureza, tenha adquirido um valor fictício tão considerável que seja muito mais estimado do que o homem; ainda que somente o homem lhe tenha dado este valor e dele se utilize, conforme seus caprichos. “
MORUS, Thomas. Utopiahttp://www.ebooksbrasil.org/eLibris/utopia.html

Por que Morus chamou sua ilha de utopia?

b. “Deve o príncipe, não obstante, fazer-se temer de forma que, se não conquistar o amor, fuja ao ódio, mesmo porque podem muito bem coexistir o ser temido e o não ser odiado: isso conseguirá sempre que se abstenha de tomar os bens e as mulheres de seus cidadãos e de seus súditos e, em se lhe tornando necessário derramar o sangue de alguém, faça-o quando existir conveniente justificativa e causa manifesta. Deve, sobretudo, abster-se dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio. Além disso, nunca faltam motivos para justificar as expropriações, e aquele que começa a viver de rapinagem sempre encontra razões para apossar-se dos bens alheios, ao passo que as razões para o derramamento de sangue são mais raras e esgotam-se mais depressa.”
MAQUIAVEL, Nicolau. http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/principe.html

Qual a lição de política presente no texto e você acha que esta se aplica aos políticos atuais? Por quê ?

4- Situação de Aprendizagem 4 – Interações Culturais

“Tem alma os índios e os negros? Onde foram parar os terríveis monstros marinhos e a zona tórrida do Equador, capaz de tudo queimar? Cadê o caos ? Por que povos tão bárbaros e infiéis conseguiram acumular tantas riquezas ? Como pessoas tão simples e ingênuas conseguem aparentar tanta felicidade ? Como essa gente pode viver sem o verdadeiro Deus ? Quem explica esta indiferença, esse desprezo pelo ouro, enquanto nós matamos e morremos por ele ? Afinal – quem tem razão – esses povos ou nós ? Que sei eu ? Essas foram perguntas que europeus do século XVI se fizeram . ...”
(Amado J e Garcia L.F. Navegar é preciso . São Paulo . Atual , 1987, p. 62)

No que se refere aos desdobramentos desse encontro entre europeus e não europeus assinale a alternativa correta:

a. Foi uma das convivências mais fascinantes para os europeus. Eles deixaram de lado suas crenças e entenderam de pronto as características deste novo povo.
b. Os europeus respeitaram este novo povo.
c. Para os não europeus foi um avanço e tanto pois de um momento para o outro se tornaram cidadãos europeus, com os mesmos direitos.
d. A partir do contato com os europeus, os não europeus tiveram que reorganizar sua maneira de viver, o que implicou em uma nova configuração da cultura anteriormente existente, transformada pela presença dos europeus e seus valores.
e. Todas estão certas.

5. Filme Elizabeth

“O filme analisa a Inglaterra absolutista de Elizabeth I (Isabel, a Rainha Virgem), que subiu ao trono em 1558 para tornar-se a mulher mais poderosa do mundo.

No reinado anterior de sua meia irmã Mary I, a Inglaterra encontrava-se à beira do caos com a repressão do governo aos protestantes. Com a morte de Mary, Elisabeth Tudor, filha de Henrique VIII (o rei das seis esposas), com Ana Bolena, assume o comando do reino, iniciando o mais glorioso governo da Dinastia Tudor.

Para impedir que o país fosse destruído, Elizabeth decide enfrentar todos inimigos internos e externos que ameaçavam a Inglaterra, abdicando de sua própria vida pessoal em nome de seu povo.

No contexto de transição para a Idade Moderna o reinado de Elizabeth I foi fundamental para desintegração do feudalismo, onde a frágil monarquia medieval evoluiu na direção de uma monarquia centralizada e forte, contribuindo para expansão do capitalismo.”

No inicio do filme, após sua coroação é dito que o corpo e a pessoa da Rainha não mais lhe pertenciam e sim ao Estado e ao final do filme ela diz que se casou com a Inglaterra. Como estas passagens podem ser identificadas com a idéia de um Estado Absolutista?






RESPOSTAS:

1.

Há um intervalo de dois séculos de um para outro, pois o de Isidoro de Sevilha é do século XIII, enquanto que o de Henricus Martellus é do século XV.

No mapa de Isidoro de Sevilha há uma desorientação quanto aos pontos cardeais. Já no de Henricus Martellus percebemos uma orientação mais real, pois já contavam com alguns instrumentos de navegação.

No mapa de Martellus, de 1489, já existiam mais informações à cerca dos descobrimentos marítimos e das viagens marítimas, por isso a África é muito mais detalhada neste mapa, porque aquela parte do mundo já era muito mais conhecida e explorada.

Porque este mapa é o ultimo testemunho de um mapa-múndi que mostra apenas o hemisfério oriental, o Velho Mundo, quase na aurora dos descobrimentos Atlânticos.

Nos mapas medievais notamos a falta de preocupação com as dimensões e as distâncias reais, sempre é reservado um espaço maior para as regiões historicamente mais importantes numa perspectiva cristã, é o "teocentrismo". Percebemos então neste mapa de Martellus, o "antropocentrismo", o homem como centro do Universo, a necessidade do homem de representar o espaço geográfico tal como ele é, observando a natureza, usando o racionalismo, as relações entre o pensamento clássico e religioso.

2.

a. Indulgências - carta emitida pela igreja que dava perdão aos mortos e vivos, normalmente mediante um pagamento.
b. Entre outras criticas ao catolicismo, condenava a venda de indulgências e propunha a que deveria ensinar aos cristãos que, dando o pobre ou emprestando ao necessitado, procederiam melhor do que se comprassem indulgências. Também que se deve ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgências.

3.

a. Utopia significa a idéia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. A palavra foi criada a partir dos radicais gregos οὐ, "não" e τόπος, "lugar", portanto, o "não-lugar" ou "lugar que não existe".
b. Defende a concentração de poder do príncipe, sendo que o rei poderá usar até a violência para manter o seu poder, mas nunca deve apropriar-se dos bens de seus súditos. Na atualidade as pessoas possuem uma visão diferente, não aceitando determinadas posturas. Esta pode ser uma definição se a opção for pelo Não, mas a política atual ainda pode mostrar que alguns agem de forma onde os fins sempre justificam os meios.


4. Resposta correta “D”.

5. A teoria do poder absoluto apresentava o rei como representante de Deus na Terra, defensor da Igreja a e da pátria, protetor das artes, legislador e representante do Estado, cujos interesses estavam acima dos interesses particulares, ou seja, a “pessoa” da rainha mistura-se com o Estado, não se conseguindo separar um do outro.

domingo, 25 de abril de 2010

2o Ano - Respostas Situação Aprendizagem 1 - Que mundo é esse

2º ano – Situação de Aprendizagem 1 – Que mundo é esse :

Pagina 3

Muitos são as diferenças. Vou me limitar a apenas estes. O mapa de Isidoro de Sevilha divide o mundo em apenas 3 continentes ( Europa, África e Ásia). Trata-se de uma obra produzida no século XIII, ainda um período de desconhecimento do continente americano. Esta divisão em três deve-se, principalmente, às influências bíblicas. Note os nomes dos filhos de Noé (Sem, Iafech e Cham) que são colocados abaixo dos continentes.
Antes da utilização da bússola, o norte não aparecia na parte superior dos mapas. Este espaço era reservado ao Oriente, a a terra do sol nascente, da luz, do paraíso, onde teriam vivido Adão e Eva. Desconhecimento de outros continentes (América e Oceania). Não há contorno dos continentes nem dos oceanos. Não são mostradas linha do equador. O idioma utilizado era o latim, influência da igreja católica.


Pagina 4

2) O mapa n°2, pois nele é possível observar os continentes e seus contornos, delimitação dos oceanos e países, linhas e trópicos.

3) São os três filhos de Noé e estão retratando os continentes.

4) Sim, a cruz simbolizando o cristianismo, os rios que são citados na bíblia e os nomes dos filhos de Noé.

Pág. 5

6 – Significa que o rio que vai se dividir em quatro partes e a região geográfica descrita está localizada na parte superior do mapa que é o atual Oriente Médio.

Página 6

7. O mapa de Isidoro de Sevilha não aponta a existência de pontos carteais os lugares estão posicionados, aparentemente, de forma aleatória, mas é necessário entender que assim viam o mundo naquele momento.
Desorientado= sem oriente; DES {sem ou não} ORIENTADO {oriente}, a importância de encontrar o oriente ou seja onde está!

8- a precisão necessitada p/ navegar.

9 - mudará a forma de pensar e vão mudar a ciência e a tecnologia que no caso seriam as caravelas, bússola, e o astrolábio.

Pág. 7

10 - As diferenças existentes no pensamento renascentista são muitas: Valorização de um ser humano sem deixar de lado a religião, crença, num panteão de Deuses, elimina as tradições cristãs. Orientado e norteado são sinônimos, pois em algumas situações querem dizer a mesma coisa ou parecem ter o mesmo sentido, ou seja, orientado e norteado pode ser definido como tendo a noção de oriente, isto é, está orientada também!

Página 8.

Pesquisa Individual

Há um intervalo de dois séculos de um para outro, pois o de Isidoro de Sevilha é do século XIII, enquanto que o de Henricus Martellus é do século XV.

No mapa de Isidoro de Sevilha há uma desorientação quanto aos pontos cardeais. Já no de Henricus Martellus percebemos uma orientação mais real, pois já contavam com alguns instrumentos de navegação.

No mapa de Martellus, de 1489, já existiam mais informações à cerca dos descobrimentos marítimos e das viagens marítimas, por isso a África é muito mais detalhada neste mapa, porque aquela parte do mundo já era muito mais conhecida e explorada.

Porque este mapa é o ultimo testemunho de um mapa-múndi que mostra apenas o hemisfério oriental, o Velho Mundo, quase na aurora dos descobrimentos Atlânticos.

Nos mapas medievais notamos a falta de preocupação com as dimensões e as distâncias reais, sempre é reservado um espaço maior para as regiões historicamente mais importantes numa perspectiva cristã, é o "teocentrismo". Percebemos então neste mapa de Martellus, o "antropocentrismo", o homem como centro do Universo, a necessidade do homem de representar o espaço geográfico tal como ele é, observando a natureza, usando o racionalismo, as relações entre o pensamento clássico e religioso.

Pág. 10

1 - Valorização da beleza física, para representar o ser humano da maneira como ele é visto, utiliza a idéia de perceptiva.

2 - No século XVI as inovações nas técnicas de desenho trouxeram desenvolvimento para todas as aulas citadas acima


Pág. 11

Você aprendeu?

a) falsa
b) falsa
c) falsa
d) falsa
e) Correta

sábado, 24 de abril de 2010

1ª Série - Respostas Situação de Aprendizagem 1

1º ano – Situação de aprendizagem 1
Problematizando a Pré-História
1. Como pode ser entendida a convivência entre seres humanos e animais pré-históricos apresentada em desenhos animados e filmes?
Resp: Essa convivência só deve ser entendida como imaginação das pessoas. Desenhos animados, filmes, livros, etc procuram mostrar a possibilidade desta convivência, mas é sabido que os homens e dinossauros nunca poderiam conviver nos mesmos espaços uma vez que são dezenas de milhões de anos que separam o desaparecimento de um e o surgimento do outro.

2. De que maneira podemos explicar a historicidade do conceito de Pré-história analisando binômios como: agravos e letrados; bárbaros e civilizados; atrasados e desenvolvidos?

Resp: Existem várias possibilidades de responder esta questão. Apresento uma possibilidade. Segundo o Dicionário, agrafo significa não escrito. Assim, a pré-história é explicada a partir dos índios encontrados pelos paleontólogos que, efetuando estudos e co-relacionando estes índios, chegam a concluir informações relativas à épocas muito remotas, antes mesmo da existência do homem.Os Binômios, ágrafos e letrados, atrasados e civilizados... e outros binômios são conceitos que os europeus usaram no inicio do século vinte, quando por ocasião do imperialismo, usando estes argumentos ao dominarem outros paises dizendo que eram uma raça superior e que em missão civilizatória e que iriam levar aos atrasados a cultura etc.

3. A pergunta tem duplo sentido, pois podemos entender como definição de vida o surgimento dos primeiros seres vivos nos oceanos e posteriormente se propagado pelos oceanos, mas pelo conteúdo da aula a questão se refere ao surgimento da vida humana nos continentes. Partindo deste principio, sabemos que o homem surgiu no continente africano. O homem moderno surgiu na África— entre 130 mil e 465 mil anos atrás e, nos últimos 100 mil anos, iniciou sua expansão, dali, eles seguiram em direção à Europa, Oriente Médio e Ásia e promoveram a expansão para o resto do mundo.

Pg 5

1. Pré-história corresponde ao período da história que antecede a invenção da escrita (evento que marca o começo dos tempos históricos registrados), que ocorreu aproximadamente em 4000 a.C..

2. A pré-história pode ser dividida em três fases: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
No Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, o ser humano habitava cavernas, muitas vezes tendo que disputar este tipo de habitação com animais selvagens e tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Uma das formas de comunicação eram as pinturas rupestres.
No Mesolítico, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Aconteceu também o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais.
No Neolítico ou Idade da Pedra Polida, o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade, a criação de animais e a agricultura. O aparecimento da metalurgia. (lanças, ferramentas, machados). Foi nesta época que começou intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador especializado.

Pag 8 – Lição de Casa
O nomadismo consiste em uma prática onde um homem ou grupos humanos vagueiam por diferentes territórios. Nesse processo de locomoção pelo espaço, essas comunidades utilizam-se dos recursos oferecidos pela natureza até esses se esgotarem. Com o fim desses recursos, esses grupos se deslocam até encontrarem outra região que ofereça as condições necessárias para a sobrevivência.
Durante o Paleolítico e parte do Neolítico, o nomadismo foi uma prática comum entre os primeiros grupos humanos. Com as mudanças climáticas e o desenvolvimento das primeiras técnicas agrícolas, o nomadismo cedeu espaço para o aparecimento de comunidades sedentárias originárias das primeiras civilizações da Antigüidade. Sedentarismo é um termo aplicado à transição cultural da colonização nômade para a permanente. Na transição para o sedentarismo, as populações semi-nômades possuíam um acampamento fixo para a parte sedentária do ano. O sedentarismo se tornou possível com novas técnicas agrícolas e pecuárias. O desenvolvimento do sedentarismo aumentou a agregação populacional e levou à formação de vilas, cidades e outras formas de comunidades.

Pags. 10 e 11

2 – Resposta correta: B
3 - Resposta correta: C
4 – Resposta correta: D

1ª Série - Hebreus, Fenícios e Persas

Os HEBREUS (em hebraico עברים,). “Descendentes do patriarca bíblico Éber") é o nome dado ao povo que viveu na região do Oriente Médio a partir do segundo milênio a.C., e que daria origem aos povos semitas como os árabes e os israelitas, antepassados históricos e espirituais dos atuais judeus.
Éber (do hebraico עבר) é um dos descendentes de Noé da linhagem de Sem.


Segundo a Bíblia, Éber teria vivido 464 anos , sendo o patriarca nascido após o Dilúvio que mais tempo viveu, tendo, provavelmente, alcançado até a oitava geração de sua descendência. E, embora Sem tenha vivido 502 anos após o dilúvio, tanto ele como o seu pai Noé teriam nascido antes da grande inundação.

Idades dos patriarcas ao morrer
Naor - 148
Abraão - 175
Isaque - 180
Terá - 205
Serugue - 230
Reú - 239
Pelegue - 239
Selá - 433
Arpachade - 438
Éber - 464

Sem - 600

Noé - 950


Origem
Após a saída de Ur, na Mesopotâmia, em direção à Palestina (atual região entre Líbano e o Egito), os hebreus dividiram-se em tribos, formadas por clãs patriarcais que cultuavam a um único Deus (monoteismo). Eles acreditavam ser o povo eleito de Deus, que escolheria alguns membros do grupo para que colocassem em prática os planos divinos.


Os clãs eram construídos por um patriarca e pelos filhos e servos; praticavam uma economia baseada no pastoreio, que evoluiu para a agricultura graças à fertilidade das terras do norte e das zonas montanhosas do sul da Palestina. Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região.


Algumas tribos migraram para o Egito e lá ficaram por quatrocentos anos, período que coincidiu com a dominação dos hicsos, que cooperaram com os hebreus. Quando os hicsos foram expulsos os hebreus passaram a sofrer perseguições e foram obrigados a pagar altos impostos e até mesmo foram transformados em escravos.

Essa opressão só terminou com o aparecimento de Moisés que liderou o povo hebreu na marcha em direção a Canaã (a chamada "Terra Prometida"). Esse episódio ficou conhecido como Êxodo.
Moisés, de acordo com a Bíblia, recebeu de Deus, no monte Sinai, os Dez Mandamentos, que continham princípios éticos, morais e religiosos que deveriam orientar a conduta do povo hebreu e, principalmente, reforçar a crença em um só Deus.



OS 10 MANDAMENTOS


Moisés com as Tábuas da Lei ( Rembrandt)



Mandamento
Eu Sou o SENHOR, o teu Deus
Não terás outros deuses além de mim
Não farás para ti nenhum ídolo
Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus
Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo
Honra teu pai e tua mãe
Não matarás
Não adulterarás
Não furtarás
Não darás falso testemunho contra o teu próximo
Não cobiçarás (a mulher do teu próximo)
Não cobiçarás (a casa do teu próximo)



Informações:
•Algumas igrejas luteranas usam uma divisão levemente diferente entre o Nono e o Décimo Mandamentos (9. Não cobiçarás a casa do teu próximo; 10. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.)
• Desde o início do cristianismo há divergências de opinião sobre a questão de o sábado ou o domingo deve ser observado como dia de descanso. Posteriormente o dia de guarda foi votado e adotado como o domingo no Primeiro Concílio de Nicéia, apesar de ainda existir divergências por falta de referencia bíblica que comprove a mudança do dia de guarda (sábado) para o domingo.


Moisés e os hebreus permaneceram por quarenta anos no deserto do Sinai. Durante a caminhada à Terra Prometida, houve o retorno a idolatria e ao politeísmo, obrigando Moisés a reforçar cada vez mais a autoridade, mas ele morreu antes da chegada à Palestina.
O sucessor de Moisés, Josué, concluiu a longa jornada a Palestina. Porém a terra já estava ocupada por outros povos como cananeus e filisteus e foi necessário lutar para conquistar Canaã.


Mais tarde, para unir mais o povo e centralizar os poderes religiosos, políticos e militares, foi fundada a monarquia.
Saul, o primeiro rei hebreu, suicidou-se após uma humilhante derrota, sucedeu-lhe então Davi, que havia matado o gigante Golias com uma pedra. Em 966 a.C., Davi morreu e no lugar foi coroado Salomão.

Sob o reinado de Salomão, o alto custo do padrão de vida da corte real obrigava o povo a pagar altos impostos. Com sua morte veio a divisão da monarquia em dois reinos (Cisma):
Israel, ao norte formado por dez tribos e cuja capital era Samária e o de Judá, ao sul, constituído por duas tribos e com Jerusalém como capital.
Depois o reino de Israel foi conquistado pelos assírios e duzentos anos depois pelos babilônios, que fizeram dos hebreus escravos.






FENÍCIOS


RELEVO DE BARCO FENICIO


Os fenícios eram povos de origem semita. Por volta de 3000 a.C., estabeleceram-se numa estreita faixa de terra com cerca de 35 km de largura, situada entre as montanhas do Líbano e o mar Mediterrâneo.


Com 200 km de extensão, corresponde a maior parte do litoral do atual Líbano e uma pequena parte da Síria
Por de habitarem em uma região montanhosa, com poucas terras férteis, os fenícios dedicaram-se à pesca e ao comércio marítimo.



















Mapa do Líbano (atual)

Mapa da Fenícia



AS CIDADES FENÍCIAS
A Fenícia era, na verdade, um conjunto de Cidades-Estado, independentes entre si. Algumas adotavam a Monarquia Hereditária; outras eram governadas por um Conselho de Anciãos. As cidades fenícias disputavam entre si e com outros povos, o controle das principais rotas do comércio marítimo.


A ECONOMIA FENICIA
A economia dos fenícios desde cedo evoluiu da pesca e da agricultura para uma economia mercantil, pois as escassas terras férteis da Fenícia não permitiam uma produção agrícola capaz de atender às necessidades da população. O comércio marítimo foi sua principal atividade econômica e seu progresso transformou os fenícios nos maiores navegadores da Antigüidade. Suas rotas comerciais marítimas se estenderam por todo o mar mediterrâneo.


O ALFABETO, UMA CRIAÇÃO FENÍCIA
O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras, apenas consoantes, e era, portanto, muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica. O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto atualmente utilizado no Brasil.

O ALFABETO FENÍCIO foi usado desde o terceiro milênio a.C.. Foi baseado no alfabeto semita.
Acredita-se que o alfabeto grego é baseado no alfabeto fenício, além dos alfabetos aramaico, hebraico e arábico.
Assim como o alfabeto árabe e o hebraico, o alfabeto fenício não tem símbolos para representar sons de vogais; cada símbolo representa uma consoante. As vogais precisavam ser deduzidas no contexto da palavra.




Alfabeto Fenício
Nascimento: Entre os séculos XIII e XI a.C.
Lugar onde surgiu: Oriente Médio
Número de símbolos: 22Sentido de leitura: Da direita pra a esquerda
Funcionamento: Consonantal. É o ancestral de quase todos os alfabetos e está na origem da línguas semíticas e da maior parte das línguas indo-europeias.


CIVILIZAÇÃO PERSA


A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, no extenso planalto do Irã. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. A partir do ano 2000 a.C., a região foi sendo ocupada por pastores e agricultores, vindos da Rússia, os quais se destacavam os medos, que se estabeleceram no norte, e os persas, no sul do planalto iraniano.






Os medos, desde o século VIII a.C., tinham estabelecido um exército forte e organizado, submetendo os persas a pagarem altos tributos.
Isso durou até quando o príncipe persa Ciro, o Grande, liderou com sucesso uma rebelião contra os medos. Depois isso, Ciro foi aceito como o único imperador de todos os povos da planície iraniana.

Para obter riquezas e desenvolvimento, Ciro deu início ao expansionismo persa. Em poucos anos, o exército persa apoderou-se de uma imensa área.
Seus sucessores Cambises e Dário I deram continuidade a essa política, ampliando as fronteiras do território persa, que abrangeu desde o Egito ao norte da Grécia até o vale do rio Indo.

O declínio do Império Persa
A grande ambição de Dario I era a conquista da Grécia. Porém em 490 a.C foi derrotado pelas cidades gregas, que se uniram sob a liderança de Atenas. Também seu filho Xerxes, tentou sem sucesso submeter os gregos. Essas campanhas foram chamadas de Guerras Greco-pérsicas.

A partir daí, os imperadores persas tiveram enormes dificuldades para manter o controle sobre os seus domínios, com a multiplicação das revoltas, dos golpes e das intrigas políticas no império. Esses fatores contribuíram para o declínio do império, resultando na sua conquista em 330 a.C., pelo exército de Alexandre, o Grande, da Macedônia.

Economia Persa
Inicialmente, a principal atividade econômica era a agricultura. Os camponeses pagavam tributos em espécie.
Durante o governo de Dario, foi criada uma moeda-padrão, o DÁRICO e com boas estradas, serviu de estímulo para o comércio e também incentivou o artesanato.
Quanto ao artesanato, destaca-se os tecelões persas, que são até hoje, pela confecção de tapetes requintados e de boa qualidade

Tapete Pazyryk, o tapete mais antigo do mundo, século V a.C..

Religião Persa
A principal religião,, foi o zoroastrismo, uma religião dualista ( crenças em dois deuses). Ormuz representava o bem e Arimã, o mal. Segundo o zoroastrismo, no dia do juízo final, Ormuz sairá vencedor e lançará Arimã no abismo. Nesse dia, os mortos ressuscitarão e todos os homens serão julgados, os justos ganharão o céu e os injustos, o inferno.

O zoroastrismo, é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra.
Algumas das suas concepções religiosas, como a crença no paraíso, na ressurreição, no juízo final e na vinda de um messias, viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
















2o Ano - Resumo Filme: Elizabeth


TÍTULO DO FILME: ELISABETH
DIREÇÃO: Shekhar Kapur
ELENCO: Cate Blanchett, Geofrey Rush, Christopher Eccleston, Joseph Fiennes, Richard Attenborough. 125 min.
Resumo:
O filme analisa a Inglaterra absolutista de Elizabeth I (Isabel, a Rainha Virgem), que subiu ao trono em 1558 para tornar-se a mulher mais poderosa do mundo.

No reinado anterior de sua meia irmã Mary I, a Inglaterra encontrava-se à beira do caos com a repressão do governo aos protestantes. Com a morte de Mary, Elisabeth Tudor, filha de Henrique VIII (o rei das seis esposas), com Ana Bolena, assume o comando do reino, iniciando o mais glorioso governo da Dinastia Tudor.

Para impedir que o país fosse destruído, Elizabeth decide enfrentar todos inimigos internos e externos que ameaçavam a Inglaterra, abdicando de sua própria vida pessoal em nome de seu povo.

Interpretado por Cate Blanchett, que recebeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 1998, o filme retrata um período de forte tensão na história da Inglaterra e da Europa, mostrando as intrigas palacianas, que transformaram a jovem Elizabeth, conhecida como a Rainha Virgem, na mulher mais importante de sua época.

CONTEXTO HISTÓRICO

Na passagem da Idade Média para Moderna ocorre o processo de centralização do poder político, com o surgimento das monarquias nacionais, quando os reis começaram a concentrar o poder em suas mãos. Esse processo encontra três momentos bem demarcados: uma fase feudal, onde os reis assumem um maior destaque entre seus vassalos, transformando o poder de direito em poder de fato; uma fase moderna (entre os séculos XV e XVI), onde os monarcas criam suas próprias instituições, como exércitos, leis e moedas nacionais; uma fase de consolidação (entre os séculos XVI e XVII), onde a burocratização atinge seu apogeu, definindo o conceito moderno de Estado.

Na Inglaterra em meados do século XVI, o governo da rainha Elizabeth, representa o apogeu do absolutismo. A consolidação de uma monarquia absolutista, centralizada, foi um elemento importante para o notável desenvolvimento econômico do país no século XVII. Para isso, os governos de Henrique XVIII e de sua filha Elizabeth I, foram decisivos, pois unificaram o país, dominaram a nobreza, afastaram a ingerência do poder papal, criaram a igreja nacional inglesa, confiscaram as terras da Igreja Católica e obtiveram êxito na disputa de domínios coloniais com os espanhóis.

Filha de Henrique VIII e Ana Bolena, Elizabeth assumiu o poder em 1558, após a morte de sua meia irmã Maria Tudor, governando a Inglaterra até 1603. Sua forma absoluta de governo, sempre tentou evitar a convocação do Parlamento, criado pela Magna Carta de 1215, de quem dependia a aprovação da cobrança de impostos. O Igreja Anglicana, criada na Inglaterra por Henrique VIII, que mesclava características católicas e calvinistas, foi utilizada com sabedoria pela rainha, que valorizando o conteúdo calvinista, pressionava a nobreza (de maioria católica), ao mesmo tempo em que obtinha apoio da burguesia (de maioria calvinista).

Elizabeth I demonstrou todo seu poder, quando mandou matar sua prima católica Mary Stuart, rainha deposta da Escócia, apoiada pelo papa e pelo rei FilipeII da Espanha. Em 1558, ao destruir a Invencível Armada enviada pelos espanhóis, contribuiu para o início da hegemonia inglesa na navegação e no comércio internacional com o estímulo para construção naval, resultando num grande avanço econômico, com destaques para indústria de tecidos de lã e para exploração das minas de carvão. A formação da Companhia das Índias Orientais dominou grande parte do tráfico de escravos africanos para a América. A concessão de monopólios protegia as companhias comerciais e a elevação de impostos alfandegários garantia o êxito da indústria de manufaturas.

No contexto de transição para a Idade Moderna o reinado de Elizabeth I foi fundamental para desintegração do feudalismo, onde a frágil monarquia medieval evoluiu na direção de uma monarquia centralizada e forte, contribuindo para expansão do capitalismo.

sábado, 17 de abril de 2010

2º ANO - INTERAÇÕES CULTURAIS


Encontro dos Europeus com os povos da África, Ásia e América



A expansão ultramarina Européia deu início ao processo da Revolução Comercial, que caracterizou os séculos XV, XVI e XVII. Através das Grandes Navegações, pela primeira vez na história, o mundo seria totalmente interligado. Somente então é possível falar-se em uma história em escala mundial.



ASIA
A descoberta de um caminho marítimo para a Ásia intensificou os contatos entre os europeus e alguns povos africanos e asiáticos. Ao conhecer essas sociedades, muitas vezes os europeus se surpreendiam. Em 1510, os portugueses conquistaram a cidade de Goa, na costa oeste da Índia, e aí instalaram uma feitoria (fortificação primitiva onde eram armazenadas e comercializadas mercadorias).



“Estamos convencidos de que somos os homens mais astutos que se pode encontrar, e o povo aqui nos ultrapassa em tudo […] Fazem melhores contas de memória do que nós, e parece que nos são superiores em inúmeras coisas, exceto com a espada na mão, a que eles não conseguem resistir.”



Essa declaração demonstra o sentimento de superioridade dos europeus sendo desfeito pela realidade que encontraram na Ásia do século XVI. Naquela época, as sociedades africanas e asiáticas dominavam muito mais conhecimentos e se organizavam de forma muito mais complexa do que os europeus imaginavam.




Marco Polo (1254-1324). Nascido em Veneza (atual Itália), de família de mercadores, escreveu um livro sobre a viagem que teria feito com o pai e o tio à China.

Segundo o relato, os Polo ali chegaram por volta de 1274 e permaneceram na China por dezessete anos, onde descobriram, entre outras coisas o espaguete e a pólvora. De volta a Veneza em 1295, Marco foi capturado por genoveses e preso junto com um escritor que o ajudou a escrever o livro, que fez sucesso mas que muitos consideraram uma história fictícia e não um relato verdadeiro.


Rota seguida por Marco Polo


CABRAL
Pedro Álvares Cabral fazia parte da tradicional e abastada família portuguesa. Sabe-se que possivelmente nasceu em 1467, no Castelo de Belmonte, em Beira Baixa. Naquele período o comércio terrestre de Portugal passava por um período bastante ruim, fato que o impedia de expandir-se pela Espanha (país inimigo de Portugal). Diante disso, o rei acreditou a que única solução seria o mar.






Portugueses e Índios – o encontro
Os índios foram descritos por Pêro Vaz de Caminha como sendo pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos, bons narizes e bem feitos de corpo.
Estavam inteiramente nus, tinham os beiços inferiores furados e metidos neles pedras verdes ou ossos brancos . Os cabelos eram lisos e tosquiados de tosquia alta. Alguns usavam penas pregadas no cabelo, usando cera para fixá-las. Tinham os corpos tingidos, sendo ornamentados com desenhos, geralmente geométricos. As mulheres, também inteiramente nuas, foram consideradas belas.
Tingiam-se de igual maneira, tinham os cabelos compridos e arrancavam os pelos.
Os homens portavam arcos e flechas.
Nicolau Coelho, escolhido por Cabral para estabelecer contato com os indígenas assim que a armada fundeou, fez-lhes sinal para que pousassem as armas, no que foi obedecido. Não pôde haver entendimento por fala, mas foram efetuados os primeiros contatos por via gestual. Houve troca de presentes, recebendo os ameríndios barretes vermelhos, uma carapuça de linho e sombreiro preto; em troca deram aos portugueses um sombreiro de penas vermelhas e pardas, bem como um colar de contas miúdas, que foram levados para bordo e posteriormente enviados a D. Manuel.

Os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil, mantiveram um contato amistoso com os índios, pois precisavam deles para trabalhar na extração do pau-brasil e para defender o litoral dos contrabandistas, principalmente franceses.

Mas, com o aumento do número de portugueses, as relações do branco com o índio foram se tornando críticas, os índios reagiram porque os portugueses roubavam-lhes as terras, atacavam suas mulheres, tiravam-lhes a liberdade e transmitiam-lhes doenças, algumas vezes causando a morte de todos os habitantes de uma aldeia.

Apesar da resistência, milhares de índios foram escravizados no período colonial pelos portugueses, que usavam armas de fogo para dominar as populações indígenas. Nessa época, os portugueses escravizaram os índios para forçá-los a trabalhar na lavoura canavieira e na coleta de cacau nativo, baunilha, guaraná, pimenta, cravo, castanha-do-pará e madeiras, entre outras atividades.

Não foi apenas no Brasil que os portugueses mataram índios. Também na África e na Ásia eles foram responsáveis pela morte de milhares de seres humanos.

Dos aproximadamente 4 milhões de índios que habitavam o Brasil na época da chegada de Cabral, restam hoje mais ou menos 200 mil, sobrevivendo em condições precárias e sob constante ameaça, principalmente dos garimpeiros e exploradores de terras.

PELA COSTA AFRICANA
A expansão portuguesa começou em 1415, com a tomada de Ceuta, importante centrocomercial dominado pelos muçulmanos no norte da África.

Em seguida, Portugal ocupou as ilhas de Madeira, Açores e Cabo Verde, no oceano Atlântico.
Aí, a colônia portuguesa realizou uma experiência de colonização, implantando o cultivo de cana-de-açúcar. Essa experiência serviria mais tarde de modelo para a ocupação das terras americanas.
A expansão estendeu-se ao longo do litoral africano, onde os portugueses obtinham produtos como pimenta, ouro e marfim.


Lembramos da história da áfrica, apenas como um continente explorado, pelo comércio de pessoas desalmadas, e que eram tratadas até como criaturas divinas, mas esquecemos de uma civilização rica em cultura, em línguas em costumes, em culinárias, organização social e política, que influencia e está presente na nossa cultura, de uma troca de escravos que vieram e alguns que voltaram e permitiram de certa forma uma globalização de mercado entre o triângulo da navegação, Brasil – África e Inglaterra – Portugal e Espanha.

INTERCÂMBIOS ENTRE A ÁFRICA E A EUROPA
Mesmo antes das Grandes Navegações européias, o continente africano já era conhecido pelos europeus, principalmente a parte que hoje chamamos de "África Branca". Os primeiros contatos entre cristãos e negros ocorreram por intermédio dos muçulmanos, que realizavam trocas de mercancia entre os dois "povos".

Com as navegações, que têm Portugal como o seu pioneiro, a África Negra que até então mantinha contato com o resto do mundo por meio dos muçulmanos, tem seu isolamento rompido e passa a constituir uma importante praça de trocas, onde o principal produto exportado eram os africanos. É importante lembrar que essas trocas que consistiam principalmente em ferro, pano, aguardente, cavalos e armas acabaram se tornando de extrema importância para o continente africano.
Desde 1440, o comércio de escravos já era visto como bem lucrativo para os portugueses, sendo que em 1448 se estabelece em Arguin um "comércio regular" que consistia na troca de bens contra humanos.Em 1474, Portugal tem o monopólio sobre o tráfico de escravos.
Como podemos observar, antes mesmo da descoberta do Novo Mundo a escravidão africana já era muito conhecida e utilizada na Europa, bem como já se encontrava vinculada à expectativa de se obter uma produção em larga escala de certas colheitas úteis.


POVOS AMERINDÍOS
Índio, indígena ou nativo americano são nomes dados aos habitantes humanos da América antes da chegada dos europeus, e os seus descendentes atuais.
O termo "índio" vem do fato de que Cristóvão Colombo, quando chegou à América, estava convencido de que tinha chegado à Índia Por essa razão também, ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais.

Mais tarde, estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas.
O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano, em substituição às palavras "índios", "indígenas" e outras consideradas preconceituosas.

CRISTOVÃO COLOMBO

Navegador italiano (1451-21/5/1506). Nasce em Gênova e, desde cedo, decide dedicar-se à navegação. Em 1476, seu navio naufraga na costa portuguesa e ele se salva a nado, estabelecendo-se em Lisboa, onde se casa com a filha de um navegador.

Convencido da esfericidade da Terra, propõe à Coroa portuguesa chegar às Índias viajando rumo ao Ocidente.
Como a proposta é recusada, em 1485 dirige-se à Espanha e oferece seu projeto aos reis Fernando e Isabel, que aceitam patrocinar a viagem.
Parte em 3 de agosto de 1492 com as caravelas Santa Maria, Pinta e Niña e em 12 de outubro chega ao arquipélago das Bahamas.

Sem se dar conta que havia aportado em um novo continente, depois chamado de América, acredita ter alcançado as Índias. Chega, a seguir, às ilhas de Cuba e de Hispaniola (atualmente o Haiti e a República Dominicana). Um ano depois retorna à Espanha, onde é acolhido triunfalmente e nomeado vice-rei da nova colônia.
Faz mais três viagens à América, em 1493, 1496 e 1498.

Interação entre os europeus e os nativos americanos
Apesar de os vikings, ou nórdicos, aparentemente. terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas, como a runa de Kensington, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região.

Runa de Kensington :
"(Nós somos) 8 godos [suecos] e 22 noruegueses em (uma) viagem de exploração de Vinland através do Oeste. Tínhamos acampado junto de (um lago com) dois skerries [ilhas rochosas] a um dia de jornada para o norte a partir desta pedra. Andamos (por fora) e pescamos um dia. Depois de voltarmos ao acampamento encontramos 10 (dos nossos), AV(e) M (aria) salvai (nos) do mal. Dez do (nosso grupo) (estão) perto do mar olhando por nossos navios [ou navio] a 14 dias de viagem desta ilha. Ano 1362."


Por outro lado, a colonização européia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. Entre os séculos XV e XIX, estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais, por doenças e, em muitos casos por guerra. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo, estimado em 250 mil aruaques do Haiti, foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650.

No século XV, os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. Ironicamente, o cavalo tinha originalmente evoluído nas Américas, mas extinguiu-se na última idade do gelo. A re-introdução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte, permitindo-lhes expandir os seus territórios, trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência.

Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade, tais como a varicela e a varíola que, muitas vezes são fatais para estas pessoas. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças, mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças européias.

CAUSAS DAS NAVEGAÇÕES
Inicialmente os europeus comerciavam com o Oriente pelo Mediterrâneo. As mercadorias orientais mais procuradas eram as drogas e as especiarias da Índia (pimenta, cravo e canela), os tecidos da Pérsia e os objetos de porcelana fabricados na China.


Outra causa foi o desenvolvimento da arte da navegação verificado nessa época, que é a do início da Idade Moderna: tornara-se conhecida na Europa a bússola, inventada pelos chineses e que serve para a orientação; foi inventado o astrolábio, destinado a indicar a latitude, dando a posição do navio em qualquer parte do mundo e, finalmente, surgiu ura novo tipo de barco, a caravela, leve e rápida, própria para’ longas viagens. Ainda nessa ocasião inventou-se a vela triangular ou latina, com a qual se podia navegar com o vento em qualquer direção.


Também como causa importante das navegações cita-se o sentimento religioso: os soberanos dos países da Europa queriam converter os povos do Oriente e ordenavam aos sacerdores que seguissem nas expedições. É por isso que a esquadra de Cabral conduzia vários frades franciscanos; um deles, frei Henrique Soares, de Coimbra, rezou no Brasil as duas primeiras missas


O que é Globalização?


É a interligação do mundo. No século XX, surgiram novas tecnologias, como a internet que permite a troca rápida de informações entre pessoas de todas as partes do planeta. O que acontece na globalização é a invasão de mercadorias, serviços, tecnologias, pessoas, etc., de várias partes do mundo em diversos lugares e vise e versa.


Esse processo atual de globalização nada mais é do que a mais recente fase da expansão capitalista. Tal expansão visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros, que é o que de fato move os capitais, produtivos ou especulativos, na arena do mercado. As guerras que sempre foram de caráter bélico, na idade contemporânea é cada vez mais econômica e o campo de batalha é o mercado mundial, altamente globalizado. A invasão atual muitas vezes se dá instantaneamente, on-line, via redes mundiais de computadores.

1º ANO - PRIMEIRAS CIDADES

O ORIENTE PRÓXIMO E O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS CIDADES


As Primeiras Civilizações
Civilização – civis = cidadão (latim)
Urbano – urbes = cidade (latim)
Político – polis = cidade (grego)

Civilização é a vida nas cidades.

Estes povos, que construíram e viveram em cidades, modificando o ambiente e criando pontes entre o próprio homem e a natureza.
Nos períodos Paleolítico e Neolítico certamente o homem construía seus abrigos, suas casas, mas ao que se sabe, nada de parecido com uma cidade.
As primeiras cidades, como hoje conhecemos, surgiram entre 3 500 e 3000 a. C., nos vales dos rios Nilo, no Egito e Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; posteriormente, mais ou menos em 2 500 a.C., no vale do rio Indo, na Índia e por volta de 1 500 a. C., na China.


SURGIMENTO DAS CIDADES: MOTIVOS

A GEOGRAFIA PRIVILEGIADA DO ATUAL IRAQUE FAVORECEU O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS CIDADES-ESTADO DO MUNDO

O desenvolvimento da agricultura irrigada nas planícies dos grandes rios no Oriente Próximo.
O principal progresso técnico que a acompanhou foi a descoberta e uso do bronze (mistura do cobre e do estanho), que substituiu definitivamente a pedra na manufatura de todas as espécies de armas e ferramentas.

ORIENTE PRÓXIMO
Oriente Próximo ou Próximo Oriente compreende a região da Ásia próxima ao mar Mediterrâneo, a oeste do rio Eufrates, incluindo: Síria, Líbano, Israel, Palestina e Iraque.



AGRICULTURA, TRABALHO COLETIVO E CIDADE

As enchentes periódicas dos rios deixavam nas margens uma camada de húmus que favorecia a produtividade da terra, mas também precisavam ser drenados e controlados.
Cooperação entre os homens.
Abertura de canais de irrigação, drenagem de pântanos, a construção de represas e poços eram obras que requeriam o trabalho coletivo da população de várias aldeias, para o melhor aproveitamento das águas.
Necessidade de direção centralizada, capaz de dividir e racionalizar as tarefas.

A necessidade de centralização levou ao aparecimento da cidade, centro administrativo que reunia várias aldeias surgido em torno de um templo do principal deus totêmico da comunidade.
Nesse templo era armazenada a produção excedente das aldeias; à sua volta, viviam as pessoas que se dedicavam à administração, ao comércio e ao artesanato.



Totem é qualquer objeto, animal ou planta que seja cultuado como Deus ou equivalente por uma sociedade organizada em torno de um símbolo ou por uma religião, a qual é denominada totemismo.
Por definição religiosa podemos afirmar que é uma etiqueta coletiva tribal, que tem um caráter religioso. É em relação a ele que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas.
Acima , exemplo mais atuaL de Totem.


A DIVISÃO DO TRABALHO, AS DESIGUALDADES SOCIAIS, O ESTADO
Além do desenvolvimento da agricultura, com direção centralizada dos trabalhos coletivos de irrigação, outros fatores contribuíram para transformar as aldeias em cidades. As técnicas de trabalhar metais, ouro, prata, bronze, se desenvolveram com rapidez, tornando-se profissões especializadas, como joalheiros e metalúrgicos.
O comércio, se dava por simples troca; depois, pelo uso do gado (pecúnia) como unidade de troca, ou por meio de artigos valiosos, como os metais (cobre e posteriormente ouro e prata).
O aparecimento de mercadores especializados deveu-se à necessidade de se adquirir produtos estrangeiros em regiões distantes. (nova profissão)
Inevitável a invenção da escrita, dos processos de contagem, dos padrões de medida e do calendário, que foram sendo melhorados com o tempo.
Nas cidades, os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com a sua função, incluindo os sacerdotes, os escribas, os mercadores, os artesãos, os soldados, os camponeses, os escravos domésticos, os estrangeiros. A divisão do trabalho e as desigualdades de riquezas entre os cidadãos criaram a necessidade de leis e de forças capazes de fazer cumprir as leis. A liderança natural do grupo, que nas aldeias era exercida pelos mais velhos e sábios, cedeu lugar ao governo de um só homem, geralmente o principal administrador do templo ou um grande chefe guerreiro, surgindo assim a cidade-Estado.

Por volta de 3 500 a.C., as cidades dos vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates já constituíam civilizações com governo centralizado nas mãos do rei e o trabalho baseado na servidão dos camponeses.

PROBLEMAS DA URBANIZAÇÃO
As primeiras cidades como Ur e Babilônia, surgiram na Mesopotâmia, nos vales dos rios Tigres e Eufrates, no atual Iraque e por volta de 2500 a.C, acredita-se que Ur chegou a ter 50 mil habitantes, enquanto Babilônia, 80 mil.
Essas cidades fazem parte de "civilizações hidráulicas", pois surgiram associadas e dependentes aos rios que as abasteciam, principalmente em relação à necessidade de terras férteis e de irrigação para a produção de alimentos excedentes.
Com o passar do tempo as cidades chegaram a atingir grandes dimensões.
Atenas, na Grécia antiga, chegou a ter por volta de 250 mil habitantes.
Roma, a capital do Império Romano, chegou a ter, no século 1º d.C., mais de um milhão de habitantes.
Devido à expansão do Império Romano, novas cidades surgiram no norte da África, no Oriente Próximo, na Grécia, na Gália e na Bretanha.

Com a invasão dos povos bárbaros - vindos do norte e do leste da Europa - nas terras do Império Romano, encerrou-se o período histórico conhecido como Antigüidade e teve início a Idade Média, caracterizada por um retrocesso da urbanização.
Independentemente dos exemplos acima, a urbanização ganhou escala mundial somente no século 20.

CRESCENTE FÉRTIL

O Crescente Fértil, região do Oriente Médio compreendendo os atuais Israel, Cisjordânia e Líbano bem como partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, do Egito e do sudeste da Turquia.
O termo Crescente Fértil foi criado, em referência ao fato de o arco formado pelas diferentes zonas assemelhar-se a uma Lua crescente
Todo ano, quando a neve das montanhas da Armênia derretia, o Tigre e o Eufrates inundavam as planícies próximas às suas margens, cobrindo-as com uma camada de lama extremamente fértil. Isso atraiu vários povos para a região durante toda a Antiguidade

É a chamada "meia-lua fértil" ou "Crescente Fértil", dentro do qual está também a Palestina.
Esta faixa de terra é regada por importantes rios, que condicionavam a vida do oriental antigo. Foram os rios que determinaram o estabelecimento da agricultura, da sedentarização e das rotas comerciais por onde passavam as caravanas que iam desde a Mesopotâmia até o Egito ou a Arábia.
Se partirmos do Golfo Pérsico e traçarmos uma meia-lua, passando pelas nascentes dos rios Tigre e Eufrates, colocando a outra ponta na foz do Nilo, no Egito, teremos uma região bastante fértil.

1º ANO - EGITO E MESOPOTÂMIA

MESOPOTÂMIA
A VIDA ENTRE OS DOIS RIOS
A GEOGRAFIA PRIVILEGIADA DO ATUAL IRAQUE FAVORECEU O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS CIDADES-ESTADO DO MUNDO





Civilizações hidráulicasMesopotâmia



Ruínas de Ur, cidade fundada pelos sumérios, localizadas no atual Iraque

A Mesopotâmia localizava-se entre os rios Tigre e Eufrates, cujo território praticamente coincide com o do atual Iraque. Apesar de incorporar povos diversos e, também por isso, formas de organização política muito diferentes, toda região ficou assim chamada a partir das descrições de Heródoto, um grego que viajou por aquelas terras no século 5 a.C.. Mesopotâmia significa, em grego, terra "entre rios" (meso + potamos).
Os SUMÉRIOS foram os primeiros habitantes da Mesopotâmia, 4000 a.C.
Inventaram a escrita cuneiforme


Escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios e é a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. Feitas com talhes em placas de argila.
Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.

Os SUMÉRIOS dominaram os povos nômades e fundaram cidades-Estados (Kish e Ur).
Em 3200 a.C já eram organizados em uma civilização.
Cada cidades tinha governo próprio, centralizado na figura dos PATESIS (Reis que concentravam poder militar, político e religioso).

I IMPÉRIO BABILÔNICO
Babilônia, uma cidade as margens do rio Eufrates.
Sob a liderança do rei Hamurabi (1792 - 1750 a.C.), unificou a Mesopotâmia, desenvolveu da navegação pelos rios e o primeiro código jurídico completo, e elaborou o Código de Hamurábi, primeiro código Jurídico com 282, entre elas a Lei de Talião, que previa punições muito rigorosas ("olho por olho, dente por dente").

Este império, também conhecido como Amoritas, durou até o século XVI a.C., quando foi invadido e conquistado pelo Hititas e o primeiro código jurídico completo, e elaborou o Código de Hamurábi, primeiro código Jurídico com 282, entre elas a Lei de Talião, que previa punições muito rigorosas ("olho por olho, dente por dente").

Amoritasè A Mesopotâmia, após a destruição da civilização dos sumérios-acadianos, ficou dividida em vários Estados por mais de dois séculos. Os amoritas, ou antigos babilônios, povos semitas vindos do deserto sírio-árabe, haviam se estabelecido na cidade da Babilônia, que, com o tempo, converteu-se em importante centro comercial, devido a sua localização privilegiada.

Hititasè povo indo-europeu que, no II milénio a.C., fundou um poderoso império na Anatólia central (atual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C.. Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina

ASSIRIOS
O povo assírio viveu na antiga Mesopotâmia. Em Sua capital, Nínive , foi criada a Biblioteca de Nínive, um dos mais importantes legados da Mesopotâmia para a história, foi encontrada no século 19 por arqueólogos ingleses. Ela pertencia ao rei assírio Assurbanipal 2º (século 7 a.C.) e era composta por uma coleção de mais ou menos 25 mil plaquetas de argila, com textos em cuneiforme .
Os assírios ficaram marcados como ferozes guerreiros e usavam sua grande força militar para expandir seu Império.
II IMPÉRIO BABILÔNICO
O Segundo Império Babilônico ou Império Neo-babilónico é a denominação para uma época de 626 a.C. a 539 a.C., dominada pelo governo de Nabucodonosor II (reinou de 604 a.C. a 562 a.C). Construiu os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo). Também lhe creditam a reconstrução da Torre de Babel.
Os babilônios destruíram Jerusalém em 607 a.C., levando os judeus ao exílio babilônico. O rei persa Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia em 539 a.C., anexando a cidade e libertando os judeus de seu exílio
Em 530 a.C. foi conquistada pelos Persas, tornando-se uma de suas províncias.
ANTIGO EGITO
É como se define a civilização da Antiguidade que se desenvolveu no canto nordeste do continente africano.
A história do Antigo Egito inicia-se no fim da Pré-História, às margens do Rio Nilo e se estendeu até o final da Antiguidade.
A existência desta civilização só foi possível devido as cheias periódicas do rio, que o tornaram próprio à agricultura. Isso levou o historiador grego Heródoto a dizer que o Egito era “um presente do Nilo.”
Sua história é dividida em dois períodos: Pré-Dinástico e Dinástico.

Período Pré-Dinástico: É o período de tempo antes do Egito ser unificado entre 4500-3000 a.C.
No inicio da antiguidade, a civilização Egípcia era organizada em clãs (NOMOS), cujos líderes eram Monarcas.
Se agruparam por volta de 3.500 a.C. formando dois reinos: o Baixo e Alto Egito. Da união dos nomes surgiram dois reinos, o reino do Alto Egito, no Sul, tinha por capital Nekhen. Seu soberano usava uma coroa branca, Hedjet. Em 3.200 a.C. o chefe do Alto Egito conquistou o Baixo Egito e unificou a região, iniciano o Período Dinástico

Período Dinástico: Com a unificação dos nomos em um único Estado, iniciou-se o período dinástico da história do Egito, que se divide em três eras principais o Antigo Império, o Médio Império e o Novo Império -separados por períodos intermediários em que a autoridade faraônica decaiu, trazendo anarquia e descentralização.

O Antigo Império, entre 3 200 e 2 000 a.C., foi a época em que o poder absoluto dos faraós atingiu o auge, principalmente durante a IV Dinastia, dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, que mandaram construir as enormes pirâmides (sepulcros) da planície de Gizé, perto da capital, Mênfis.









O Médio Império, com capital em Tebas, aproximadamente de 2 000 a. C. a 1 580 a.C., foi uma época de expansão territorial, canais de irrigação, exploração de minérios na região do Sinai, construção de uma grande represa, que ficou conhecida como Lago Méris ou Faium.
Com a ocupação do Delta do Nilo pelos Hicsos (asiáticos), por volta de 1 750 a.C., com carros de combate a cavalo, tomaram o poder e iniciou-se um período quase 2 séculos de dominação.


O Novo Império começa com a expulsão dos hicsos por volta de 1 580 a.C., e marcou o ponto culminante do país como potência política, militar, cultural e econômica. Os faraós do Novo Império, destacando-se Tutmés II e Ramsés II, deram início a uma política externa expansionista, com a conquista da Núbia (ao sul), da Síria, da Fenícia e da Palestina, formando um Império que chegava até o Eufrates.No final do Novo Império, sofreu sucessivas invasões por povos estrangeiros: assírios (671 a.c.), persas (525 a.C.), macedônios (332 a.C.) e romanos (30 a.C.) que liquidaram o Império Egípcio, uma civilização que perdurou por cerca de 35 séculos (3 500 anos


A Grande Esfinge de Gizé é uma enorme esfinge (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) situada próximo da Cidade do metrópole do Cairo. É uma das maiores estátuas lavradas numa única pedra em todo o planeta e foi construída pelo antigos egípcios no terceiro milênio a.C.. Alguns acreditam ser, no mínimo, 10.000 a.C.

ALGUNS LEGADOS
A Civilização Egípcia, além das Pirâmides e Esfinge, foram responsáveis pelo escrita hieroglífica, as técnicas de mumificação, o calendário lunar, fundamentos da geometria, peruca (em virtude dos piolhos), jogo de damas e a camisinha (de tripa de carneiro)





segunda-feira, 12 de abril de 2010

2o ano - Formação Estados Absolutistas

A UTOPIA, O PRINCIPE E A COCANHA
FORMAÇÃO DOS ESTADOS ABSOLUTISTAS




Nicolau Maquiavel, (Florença, 3 de Maio de 1469 — Florença, 21 de Junho de 1527). Historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É considerado como o fundador do pensamento e da ciência política moderna.
Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.

Mesmo quem não conhece Maquiavel, conhece o termo MAQUIAVÉLICO

Definição dicionário Aurélio:
Maquiavélico: Adj. 1. Pertencente ou referente ao, ou próprio do maquiavelismo; maquiavelista. 2. Fig. Que tem, ou que há perfídia (deslealdade, traição), dolo, má fé, astuto, velhaco, ardiloso

Para o senso comum, costuma-se chamar de Maquiavélico, as pessoas desprovidas de princípios, cínicas, sem caráter, mas Maquiavel dava muita importância a honestidade e a lealdade.

Seu objetivo era documentar regras de governo eficazes, baseadas nas experiências políticas até então conhecidas, independentes se eram tidas como morais ou imorais.

É comum ligar Maquiavel a Itália, mas na época (século XV)não existia como hoje.
Naquela época a península Italica estava todas dividida em pequenos estados, muitos em conflitos, sem fronteiras definidas e abertas a invasão de grupos estrangeiros.

Mapa da Italia Atual e da Península Ibérica






Mquiavel trabalhou no serviço público como Diplomata, Conselheiro, Secretário, Administrador, etc
Ele assim definiu este tempo: “foram 15 anos de intensa atividade, durante os quais, não dormi, nem brinquei.”
Apesar disso, foi acusado de conspirador e condenado a prisão e pagamento de multa.

Depois de solto, foi morar no campo, onde escreveu sua obra mais famosa: O Príncipe.
Nela viu a possibilidade de um príncipe finalmente unificar a Itália e defendê-la contra os estrangeiros. Dedicou o livro a Lourenço de Médici II, mais jovem, de forma a estimulá-lo a realizar esta empreitada. Outra versão sobre a origem do livro, diz que ele o teria escrito em uma tentativa de obter favores dos Médici, e assim voltar a vida pública.

A Obra trata dos principados hereditários e dos novos principados, mostrando as condições de conquista, conservação, queda e os obstáculos que um governante encontra e de que forma poderá superá-los.

Segundo Maquiavel, a conquista e manutenção do poder se dá de 4 formas:
1. A capacidade de se alcançar um fim (Virtù)
2. O que escapa de nosso controle (Fortuna)
3. Violência
4. Consentimentos dos cidadãos
Aquilo que escapa do controle deve servir de motivação para que o Governante use de sua capacidade de atingir um fim ao qual ele se programou (seu objetivo), para usa-las a seu favor.
Para ele, a Virtù é indispensável para o sucesso do Principe, que deve ser, antes de tudo, um sábio.

Atualmente, acredita-se que Maquiavel não inventou uma teoria política, apenas descreveu as práticas que viu refletindo sobre elas, aquilo que ele vivenciou em sua época. Mostrou q realidade como ela é e não como gostariam que fosse.

Conselheiro de tiranos???
Essa análise começou a difundir-se com a Reforma e a Contra-Reforma. Se até então suas obras eram ignoradas, a partir daí, o autor e suas obras passaram a ser vistos como perniciosos, sendo forjada a expressão "os fins justificam os meios", não encontrada em sua obra.
Foi muito difundida no século XVI e encontram-se aproximadamente 400 peças que citam Maquiavel, todas vinculando seu nome à maldade, a ardilosidade e a falta de escrúpulos. William Shakespeare, usou algumas de suas idéias em suas peças.
Por tudo isso, Maquiavel se tornou um marco no debate entre a ética e a política, entre aquilo que é e o que gostaríamos que fosse.
Paralelamente ao surgimento das idéias de Maquiavel, a Europa Medieval é invadida por utopias
Utopia é um termo inventado por Thomas More que serviu de título a uma de suas obras escritas em latim por volta de 1516. Segundo a versão de vários historiadores, More se fascinou pelas narrações extraordinárias de Américo Vespucio sobre a recém avistada ilha de Fernando de Noronha, em 1503. More decidiu então escrever sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita.

Utopia significa a idéia de civilização ideal, imaginária, fantástica.
Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo.
A palavra foi criada a partir dos radicais gregos οὐ, "não" e τόπος, "lugar", portanto, o "não-lugar" ou "lugar que não existe".
O "utopismo" consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo não só absurdamente otimista, mas também irreal de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.

Utopia é uma comunidade que estabelece a propriedade comum dos bens. Não enviam seus cidadãos à guerra - salvo em casos extremos -, mas contrata mercenários entre seus vizinhos mais armados. Todos os cidadãos da ilha vivem em casas iguais, trabalham por períodos no campo e em seu tempo livre se dedicam a leitura e a arte. Toda a organização social da ilha aponta a dissolver as diferenças e a levar à igualdade.
Todas as cidades devem ser geograficamente iguais.

Na ilha há paz total e uma harmonia de interesses que são resultado de sua organização social. Não há conflitos e seus potenciais possibilidades de materializa. Em geral se define a comunidade utopiana como uma sociedade perfeita em sua organização e completamente equilibrada na distribuição dos recursos.
O alfabeto Utopiano, apresenta bases latinas e gregas.

REINO DE COCANHA
A Cocanha é um país mitológico, conhecido durante a Idade Média. Nela, não havia trabalho e o alimento era abundante. Vivia-se entre os rios de vinho e leite, as colinas de queijo e leitões assados que ostentavam uma faca espetada no lombo. O País da Cocanha, ou Cocagne, foi retratado pelo pintor Pieter Brueghel.
Cocanha seria um lugar onde todos os desejos seriam instantaneamente gratificados.



Fonte da juventude
A fonte da juventude, segundo a lenda, possui águas capazes de rejuvenescer a pessoa que bebê-las.
Acreditava-se ter sido descoberta pelos árabes e depois roubada pelos bárbaros, que, por sua vez, foram amaldiçoados e o barco deles afundou, levando a fonte da juventude junto. Desde então algumas pessoas acreditam que a fonte, por não ser natural e conter águas muito puras, não foi atingida pelo mar e flutua pelo oceano até que um dia vai bater em alguma margem

Reino de Preste João



Acreditava-se ser O Preste João, um soberano cristão do Oriente que detinha funções de patriarca e rei, correspondendo, na verdade, ao Imperador da Etiópia.
"Preste" é uma mudança da palavra francês “Prêtre”, ou seja, padre. Diz-se que era um homem virtuoso e um governante generoso.

Dizia-se também que era descendente de Baltasar, um dos Três Reis Magos.
Como não se tinha notícias reais desse império cristão, crescia a fantasia em redor do seu reino: falava-se de monstros vários (entre os quais os homens com cabeça de cão), paisagens paradisíacas, etc.
O Inferno e o Paraíso num só território.