quarta-feira, 7 de julho de 2010

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA.
Por que é feriado, em São Paulo, dia 9 de Julho?

O dia 9 de julho é comemorado o aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, data que procura lembrar o movimento que exigia do país mais democracia e uma Constituição.



Getúlio Vargas era o presidente da República, mas não eleito e sim devido a um golpe de Estado, depois que foi derrotado para o paulista Julio Prestes nas eleições de 1930. A Revolução Constitucionalista de 1932 representa o inconformismo de São Paulo em relação à ditadura de Getúlio Vargas.

Até então, a política do café-com-leite - alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República Velha (1889-1930) e a entrada de Vargas pôs fim a esta prática política. Isso fez com que a classe política de São Paulo passasse a exigir do governo federal maior participação.

Getúlio Vargas, claro, não aceitou dividir poder com os paulistas e nomeou um interventor, não paulista, para governar o estado, o que deu inicio ao conflito de São Paulo com o resto do país.

O MMDC: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
Estes eram os nomes de quatro estudantes de direito que participaram da revolução, e que foram mortos em um dos conflitos de rua em maio de 1932. Estes quatro passaram para a histórica com a sigla MMDC. Eles e muitos outros jovens tiveram forte atuação neste movimento paulistano e hoje são lembrados também através de seus nomes em ruas e praças na região do Butantã, próximo da USP

No dia 9 de julho, o Brasil assistia início de seu maior conflito armado, e também a maior mobilização popular de sua história. Homens e mulheres, estudantes, políticos e industriais, participaram da revolta contra Getúlio e o governo provisório de São Paulo. O movimento que nasceu de uma revolta da elite passou a ter o apoio e participação de grande parte da população. Neste mesmo dia 09 de julho o comando da 2ª Região Militar se rebela, toma as duas emissoras de rádio paulistanas e a Companhia Telefônica e os correios caem em mãos dos revolucionários. A Faculdade de Direito começa a alistar civis voluntários. A Escola Politécnica distribui professores e alunos por indústrias metalúrgicas para a fundição de armas e produção de munição.


A mobilização inicial foi simplesmente épica. Guilherme de Almeida e Menotti de Picchia alimentavam a alta temperatura com reportagens e poemas. Pedro de Toledo é proclamado governador. O general Bertoldo Klinger, comandante militar do Mato Grosso, desembarca gloriosamente em São Paulo. Mas de mãos vazias, sem as tropas e as armas que prometera trazer.

Não foi esse o único contratempo. Flores da Cunha impediu que os gaúchos aderissem ao movimento paulista. Minas Gerais também ficou de fora. Aquilo que seria quase uma "revolução branca", um passeio até o Catete para a deposição de Vargas, tornava-se uma guerra de desgaste. As tropas enviadas para Itararé (entroncamento ferroviário na divisa com o Paraná) retiraram-se antes da chegada dos 18 mil homens do Rio Grande. Por isso Itararé é até hoje conhecida como "a batalha que não houve".

O desequilíbrio bélico era gritante. No Vale do Paraíba, os revolucionários dispunham de uma metralhadora para cada 50 homens, enquanto as tropas enviadas do Rio tinham uma para cada três soldados. São Paulo alistou 200 mil voluntários dos três milhões de jovens, velhos e crianças, mas apenas 50 mil tinham condições, de fato, de participar.

A derrota paulista era inviável. Apesar do apoio das mulheres que confeccionavam os uniformes, o movimento encontrava vários obstáculos: a apatia dos operários imigrantes, as armas encomendadas na Argentina não chegaram a tempo, nem pela importação da Itália, já que Roma não reconheceu no Brasil uma guerra civil, o que lhe permitiria exportar material bélico.

Milhares de pessoas de todas as classes sociais doavam pratarias, jóias e alianças para ajudar financeiramente a revolução. Organizações civis como os MMDC, o Sato (Serviço de Abastecimento das Tropas em Operações ) e Casa do Soldado forneciam fardas, assistência, alimentação e tratavam do alistamento de voluntários. Todo o Estado, unido, trabalhava para a vitória da causa paulista.




A carnificina seria inevitável se o comandante da Força Pública, coronel Herculano Silva, não negociasse sua rendição em troca do compromisso por parte das tropas federais de não invadirem o município de São Paulo. Para os demais comandantes militares, como Klinger, Isidoro e Euclides Figueiredo, isso foi uma imperdoável "traição" uma vez que eles só esperavam e acreditavam em uma vitória exemplar.

O coronel Herculano depôs a 2 de outubro o governo chefiado por Pedro de Toledo. Quatro dias depois, Getúlio nomeava interventor no Estado o general Valdomiro.

No final, cerca de 135 mil homens aderiram à luta, que durou três meses e deixou quase 900 soldados mortos no lado paulista, quase o dobro das perdas da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

Até hoje, a história da Revolução de 32 é mal contada. Ou, pelo menos, é contada de duas formas. Há a versão dos governistas (getulistas) e a dos revolucionários (constitucionalistas). Durante muito tempo, a versão dos getulistas foi a mais disseminada nos livros escolares do país, mas hoje, com uma maior participação dos professores na escolha do material didático, a história também já é contada sob a ótica dos rebeldes, mas devemos lembrar que a história, através dos tempos, é sempre contada pela versão dos vencedores, mas, apesar da derrota paulista, a importância histórica do movimento é incontestável, uma vez que, como resultado direto, houve a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, dois anos mais tarde. Mesmo assim, a Revolução de 32 continua como um dos fatos históricos do país menos analisados. Mesmo em São Paulo apenas como uma data que é feriado, de ser mais um dia de folga, do que os motivos e suas conseqüências na democratização e no fortalecimento da nação brasileira.

Obelisco do Ibirapuera


O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera ou Obelisco de São Paulo, é um monumento funerário brasileiro localizado no Parque do Ibirapuera. É uma homenagem à Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo, mortos no dia 23 de maio. O obelisco simboliza uma espada fincada, ferindo o coração (simbolizado pela praça) do Estado de São Paulo. Nele há o Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932 e em seu museu há fotos, documentos, livros, objetos e recortes de jornais referentes à revolução.

Bandeira de São Paulo

Antes da Revolução de 32, era apenas um símbolo de São Paulo e desde então passou a ser a bandeira oficial. O mapa do Brasil simboliza a luta dos paulistas pelo Brasil. As quatro estrelas representam os pontos cardeais, apesar da idéia de que homenageiam os quatro jovens mortos na revolução (MMDC). As listas brancas representam o dia e as listas pretas representam a noite, os paulistas, de dia ou de noite e de qualquer lugar, defendem o Brasil com seu sangue, representado pela cor vermelha envolvendo o mapa.


Fontes:
http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_5jul1992.htm
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u3.jhtm
http://www.guaruja1.hpg.ig.com.br/revolucao_32.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obelisco_de_S%C3%A3o_Paulo




quarta-feira, 16 de junho de 2010

Situação de Aprendizagem 3 – ILUMINISMO

Pag. 21
1. Nas duas afirmações, destacam-se as críticas Iluministas mais comuns à religião e à monarquia.

Pg. 22
2.
a. Defender e proteger a pessoa e seus bens a partir de um acordo entre todos.

Pag. 23
b. Numa legislação, a vontade individual de ser deixada de lado e deve ser considerada a vontade geral ou coletiva. Mas a ordem natural é que a vontade individual (particular) é a primeira de todas.

c)Com certeza não foi bem aceita pela nobreza ou pelo clero, mas acabaram por levar ao público em geral suas idéias, influenciando outros povos, como os EUA.

Pag. 24

d) Sim, tolerar pode ser definido como aceitar ou não impedir o outro enquanto que respeitar como reconhecer, ter em consideração.

3. Para Voltaire, Deus era a explicação racional do mundo e se manifestava na ciência e na nobreza. Procurava entender como Deus, na sua bondade permitia tamanha tragédia.

4. Para Rouseau, a culpa não é da natureza nem de Deus, mas do homem. As causas estão na própria corrupção da “integridade humana” pela sociedade e por sua irracionalidade, por sua incapacidade de manter o caráter originalmente bom do homem.

Pag. 26
5)
a- A ciência e seus avanços podem auxiliar o progresso e vice-versa e em alguns casos podem excluir alguns (pessoas, grupos, cidades.) de suas conquistas. A ciência não existe só para poder fazer à humanidade.
b- Voltarie era Deista (acredita em Deus mas não nas religiões). Ele critica as religiões por serem cheias de misticismo e superstições.
c- A culpa era do próprio homem, devido a corrupção da “integridade humana” pela sociedade, sua irracionalidade e incapacidade (imprevisibilidade ?) de manter o caráter originalmente bom que Deus deu aos homens.
d- Vários podem ser os exemplos: Terremotos do Haiti e Chile, Guerras Mundiais, Bombas Atômicas, Governos Ditatoriais, Colonialismo, Conflitos Religiosos / Étnicos, Intolerância Religiosas e Sexuais, etc.

Pag. 27

6- Condorcet acredita que os Franceses e Americanos haviam atingido o máximo do desenvolvimentio humano. Devemos lembrar que estamos falando do ano de 1794.

Você aprendeu?
1)
1. Emancipação humana pela Razão
2. Crença no desenvolvimento da ciência e da técnica
3. Crença no progresso contínuo.
4. Crítica ao estado Absolutista e ao Cristianismo.
5. Crença na liberdade e na igualdade.

Pag.28

2- O enfraquecimento das monarquias pode ser associado a liberdade, ao direito de escolha e a participação do povo na vida política do estado. O Iluminismo questiona alguns direitos naturais do poder Real e reivindica liberdade e igualdade de direito, por isso pode ser definido como um movimento burguês.

3-
a. A tripartição do poder (executivo, legislativo e judiciário) ou a problemática se os três poderes estiverem com uma só pessoa ou grupo.

b. Foi produzido no contexto iluminista do século XVIII. Fica claro quando crítica a centralização de poderes, característica comum na política Absolutista.

4-E

5-E

Situação de Aprendizagem 2 – Revolução Inglesa

Pag. 16
1. Locke diferencia o poder do soberano / magistrado do poder de um pai sobre seu filho, de um mestre sobre seu servo e de um senhor sobre seu escravo. Ele não concorda com a analogia de Hobbes.

2. É clara sua preocupação com a proteção da propriedade.
OBS: Burguesiaè classe social que compreende pessoas que não trabalham braçalmente e possuem situação financeira cômoda.

3. Seu papel é o de executar as leis que regulamentam e preservam a propriedade.

4. Hubbes è durante a queda da monarquia dos Stuart e o surgimento do regime republicano ditatorial.
Locke è durante o surgimento da nova monarquia que substitui os Stuart, com o parlamento assegurado pela Declaração de Direitos de 1689.

Pag:17 •Thomas hobbes (1588-1679): foi um matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651). Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. No estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra, e por isso formam sociedades entrando num contrato social. defendia a idéia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto.

•John locke (1632-1704): foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social.
Locke rejeitava a doutrina das ideias inatas e afirmava que todas as nossas ideias tinham origem no que era percebido pelos sentidos. Escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza de nossos conhecimentos.

Pag 181. C2. A

Situação de Aprendizagem 3 – Democracia e escravidão no mundo antigo

Pag. 20

1. Os escravos eram os prisioneiros de guerras, que costumavam ser inicialmente capturados nas cercanias dos grandes centros (pólis). Mais tarde eram fornecidos por entrepostos comerciais, capturados na Frigia, na Caria e na Trácia e crê-se que a partir do século V a. C. eram comprados aos bárbaros, tendo também havido gregos que se tornaram escravos por não conseguirem pagar dividas contraídas. Outras formas de obter servos eram a venda dos filhos, a venda da própria pessoa para poder sobreviver e mesmo trocar os serviços de médico pela escravatura do paciente.

2. Na Grécia a condição dos escravos variava segundo a região e sistema político-social dominante (como Atenas e Esparta, por exemplo), mas no geral tinham, principalmente, a obrigação de cumprir tarefas relacionadas com a casa do senhor, desempenhando, além disso, funções econômicas. Além disso, os escravos eram tratados com humanidade, chamados a combater ao lado dos seus senhores (apesar de em raras ocasiões de perigo extremo e em troca de direitos e regalias) e participando com eles nos trabalhos da sua profissão. Já no Brasil, diferencia-se dos gregos, uma vez que estes eram trazidos pelos portugueses de suas colônias na África para utilizá-los como mão-de-obra escrava nos engenhos e os comerciantes de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias, as quais adquiriam de tribos africanas que haviam feito prisioneiros. Em resumo, eram vistos como mercadorias ou animais.

3. Os critérios eram: homem maior de 18 anos, livre, natural de cidade e normalmente pertencente à aristocracia. Para estes, o voto era obrigatório para ter mantido seus direitos de cidadão.

4. Já o voto no Brasil é obrigatório e tanto mulheres como homens têm direito de voto, com idade entre 18 e 60 anos e facultativo para as pessoas com idade entre 16 e 18 anos e mais de 65 anos.

Pag. 21 – LIÇÃO DE CASA

a) ESCRAVIDÃO: Os escravos em Atenas ocupavam uma posição desprivilegiada na sociedade, podendo ocupar diferentes posições dentro da sociedade podendo ser empregados em atividades artesanais por conta das suas habilidades técnicas, que os levava a uma posição de destaque na sociedade. Na escravidão ateniense não havia distinção quanto ao trabalho que o escravo desempenhava. Possuía uma relativa importância na sociedade, por disponibilizar mais tempo aos homens livres na participação nas assembléias, debates políticos, na arte de filosofar e na produção das obras de arte. No período clássico de Atenas, a classe de escravos chegou a compor cerca de um terço da população ateniense e estes poderiam até ter uma fonte de renda própria, podendo em certo momento comprar a sua própria liberdade. De um modo geral, a maioria dos escravos em Atenas trabalhava no campo e nas minas.
Já na cidade-estado de Esparta os escravos, denominados de hilotas, eram conseguidos por meio das vitórias militares. Não havia a comercialização do escravo, não sendo visto como mercadoria, propriedade privada do seu dono e sim como propriedade do Estado Espartano.
No Brasil a mão de obra utilizada primeiramente foram os índios, em seguida substituídos por negros escravizados da África sendo seu número em milhões de negros. O drama dessa civilização vivenciado nesse período XV-XVI não tem paralelo e precedente na história da humanidade. Presos e escravizados na África, eram amontoados nos navios, onde, privados das mínimas condições de sobrevivência, aterrorizados pelos mais terríveis castigos, morriam em grande número na viagem.
A falta de liberdade, os trabalhos extenuantes, os castigos físicos, as humilhações de toda a espécie, constituíam o cotidiano do negro, que, do século XVI ao XIX foi o principal criador da riqueza nacional do Brasil.

b) PARTICIPAÇÃO FEMININA NA SOCIEDADE: Na Grécia Antiga, as mulheres não tinham direitos, não sendo consideradas cidadãs e por isso não tinham direito a voto, a serem ouvidas nas assembléias, etc. Se principal papel era cuidar das coisas cotidianas na casa, dos filhos e, principalmente dos maridos. Encontra-se uma participação maior em Esparta. A participação da mulher na sociedade brasileira foi, por muito tempo, não muito diferente das gregas. A desigualdade entre homens e mulheres ainda hoje é presente. Par ter uma idéia, as mulheres só conseguiram direito ao voto a partir de 1932.

c) INSERÇÃO POLÍTICA DOS ESTRANGEIROS: Na Grécia os estrangeiros (metecos) não participavam da democracia uma vez que não eram considerados cidadãos. Diferentemente, no Brasil qualquer estrangeiro naturalizado brasileiro tem os mesmos direitos que um cidadão aqui nascido, podendo inclusive votar.

Pag. 22 - VOCÊ APRENDEU?

1. Na antiga Grécia as mulheres, por não serem consideradas cidadãs não podiam participar das assembléias, votar, ou de fazer ouvir ou representar. Eram excluídas dos pores decisórios, restringindo suas atuações nos cuidados da casa. Hoje, as mulheres ocidentais, principalmente, vivenciam a diminuição do preconceito e da opressão histórica que passou. Conquistam e participam da política em pé de igualdade com os homens. No Brasil é bem representativo pois hoje vemos duas mulheres concorrendo à presidência.

2. Valores antagônicos, isto é, valores opostos, diferentes àqueles encontrados entre os Escravos, Mulheres ou Estrangeiros na Grécia Antiga, onde os estrangeiros não tinham direito ao voto, nem a cidadania, ou qualquer outro direito previsto na democracia grega. Na história do Brasil, tantos os estrangeiros, escravos e mulheres tinham seus direitos restringidos. Até a libertação dos escravos, estes praticamente não tinham direitos, só obrigações. Nem tratamento humano recebiam. Até 1932 as mulheres não tinham direito a voto. Já os estrangeiros, não só no Brasil, mas em todo globo, não são tratados como iguais, apesar de, no caso do Brasil, a mistura de raça ter produzido uma cultura diversificada e englobante. Não podemos esquecer, na atualidade, o trabalho infantil, escravidão em fazendas como aparece constantemente nos veículos de comunicação.

3. C

4. B

5. B

sexta-feira, 11 de junho de 2010

1º Ano - Caderno do Aluno - Volune II

RESPOSTAS DAS ATIVIDADES
Resposta Caderno do Aluno – 1º ano – 2º Bimestre

Pag. 3
Os aqueus foram os primeiros gregos a chegarem a ocupar parte do mar Mediterrâneo. Eram um grupo semi-nômade de indo-europeus que, provavelmente devido a alterações climáticas na região de origem, migraram para onde se localiza a Grécia em busca de terras férteis por volta de2000 a.C.. Estabeleceram o reino no Peloponeso.Os aqueus viviam na Idade do Bronze e, ao penetrar na região grega, depararam com um grupo denominado pelasgos ou pelágios, que viviam na Idade da Pedra. Os aqueus suprimiram os pelágios que ocupavam as terras férteis, que por sua vez eram escassas em território grego, principalmente devido à disparidade tecnológica existente entre os dois grupos, o que garantiu uma forte vantagem aos aqueus. Estes fundaram importantes núcleos populacionais em território helênico, como Micenas, Tirinto e Argos, no que ficou conhecido como a civilização micénica. Posteriormente os aqueus entraram em contato com a avançada civilização cretense ou minóica.
Os eólios (também ditos eólicos) foram uma das quatro tribos originais da Grécia Antiga, juntamente com os aqueus, jônios e dórios. Originalmente ocupavam-se da agricultura, e envolveram-se nacolonização do litoral do mar Egeu. Seu nome teria se originado pela sua suposta descendência de Éolo, deus grego dos ventos (cujo pai, Helios, era o patriarca mitológico de todos os helenos, isto é, os gregos).Os eólios abandonaram suas terras natais depois que a invasão dórica expulsou os aqueus e forçou-os a abandonar a maior parte dos territórios micênicos; apossaram-se de muitos destes territórios abandonados, e também construíram cidades em diversas ilhas próximas à Ásia Menor, difundindo pelo mundo grego o dialeto eólico do grego antigo.
Os jônios, também chamados de lônios, eram um povo indo-europeu que migrou para a Grécia por volta de 2.000 a.C. Com a chegada dos dórios, na Península do Peloponeso, milhares de jônios migraram para a Ásia Menor, fundando na região várias cidades.Os jônios participaram ativamente da expansão grega e colaboraram significativamente com o desenvolvimento da cultura na Grécia Antiga, principalmente, da ciência e do racionalismo.Os dórios eram um povo de origem indo-européia que habitava a região central da Europa antes do século XII A.C. A partir deste século, os dórios migraram para a Península Balcânica e participaram da formação de várias cidades-estados da Grécia Antiga, junto com os jônios, eólios e aqueus.
Os dórios eram dedicados às atividades militares e praticavam a guerra como forma de obtenção de recursos. Os espartanos eram descendentes dos dórios, fato que explica a belicosidade de Esparta na antiguidade.


Pag. 4
b) Atenas e Esparta
Esparta - aristocrático (militar)
Atenas - democrático/oligárquico

2. Democracia quer dizer direitos do povo, direitos iguais, justiça, líder escolhido pelo povo por meio do voto. Desde os dias antigos, e até hoje, a democracia nunca foi nem cumprida ferrenhamente, jamais. A democracia é uma boa forma de governo, pois o povo, em certo sentido, é mais livre para tomar decisões e expor opniões.

3. eram divididos em três grupos: cidadãos, metecos, e escravos.
CIDADÃOS - tinham a cidadania como direito de nascimento (nascidos em Atenas, com pais atenienses), com alto poder aquisitivo, homens maiores de 20 anos; a pequena minoria.
METECOS - Vindos de outras terras, portanto, estrangeiros sem direitos políticos que era obrigados a pagar altos impostos para viver em Atenas.
ESCRAVOS - Pessoas de classe mais baixa que eram a base da sustentação em Atenas, realizavam todo e qualquer tipo de trabalho; eram a grande maioria da população.

Pag. 6
A Democracia, se fosse seguida ao pé da letra, iria favorecer e beneficiar toda a população que participasse dela. Isso nunca foi cumprido plenamente em toda a história democrática, desde o seu início, até os dias de hoje.
A antiga Grécia, democrática, tinha sua maioria e sua minoria. Sua maioria, o povo, era dividido em duas classes: 1. os Metecos, que eram os estrangeiros que pagavam grandes impostos para poder viver lá. E 2. os escravos, que eram a base da sustentação da vida em Atenas e realizavam todo tipo de trabalho. A minoria era composta pelos "supostos" cidadãos, apenas 10 %, apenas por homens, maiores de 20 anos, naturais e remanescentes de Atenas; mulheres e crianças não faziam parte da democracia. A minoria formava democracia.
Atualmente, a democracia é um direito de todo o povo, mas somente a elite usufrui os benefícios dela. O resto da população não deleita dela porque não corre atrás de seus direitos, considerando que não tem direitos por agir assim.
Portanto, a democracia sempre está entre aspas, não cumprindo seu papel principal, "a igualdade".

Pag. 7
1. A pólis era o modelo das antigas cidades gregas, desde o período arcaico até o período clássico, vindo a perder importância durante o domínio romano. Devido às suas características, o termo pode ser usado como sinônimo de cidade. A Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos, isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais.

Pag. 8

2. As cidades-Estado eram muito diferentes entre si: nas dimensões territoriais, riquezas, em suas historias particulares e nas diferentes soluções obtidas ao longo do século. A maioria era uma pequena unidade territorial, algumas poucas cidades-Estado, portos comerciais, atingiam o tamanho considerado de uma metrópole.



Pag. 9
1.
a) Arcontes: são eleitos entre grupos que possuíam propriedadesb) Estrategos: generais
c) Assembléia: reunião do conselho, sala de decisões e direitos
d) Areópagos: guardião das leis e vigia dos magistrados
2.
a) Hiparco: Cidadãos com propriedades sem divida,com valor acima de 100 minas e que tivessem filhos maiores de 10 anos e nascidos de matrimonio legal.
b) Arconte: era o título dos membros de uma assembléia de nobres da Atenas antiga, que se reuniam no arcontado. Eram responsáveis por dirigir a vida religiosa da cidade e presidir às cerimônias do culto. Eles eram sorteados dentre os cidadãos e o seu mandato durava um ano.
3. Eram somente sorteados entre os cidadãos acima de 30 anos e ninguém podia ocupar o cargo duas vezes, antes que todos os outros o tivessem ocupado
4. Qualquer pessoa que se sentisse lesada podia apresentar sua reclamação no conselho do aeropago, devendo declarar qual lei foi infringida e qual dano sofreu.

Pag. 10 – Você aprendeu

Na polis grega os cidadãos eram apenas os homes adultos, livres e nascidos nos territórios da cidade. Não participava dela nem as mulheres, nem as crianças, nem os escravos e muito menos os estrangeiros.
Na verdade, eram considerados cidadãos aproximadamente 10% da população ativa da cidade, sendo excluídos os estrangeiros, as mulheres e os escravos. No entanto, o importante é que se desenvolveu uma nova concepção do poder, opondo a democracia à aristocracia e o ideal do cidadão ao do guerreiro.
O homem (cidadão) era detentor do saber - o ser da filosofia, tinha
direito de filosofar, de participar da academia (culto à beleza física) - do estudo e do poder (direito de comandar politicamente todos os
interesses da pólis, como leis e normas administrativas). A produção
cultural, o pensamento filosófico, a academia eram uma exclusividade
dos varões, isto é, de uma minoria.
Segundo alguns teóricos, apenas 10% da população eram considerados cidadãos em Atenas. A fim de reduzir as despesas do Estado, o governo restringiu o direito de cidadania: somente os filhos de pai e mãe atenienses seriam considerados cidadãos. As mulheres, os metecos (estrangeiros) e os escravos continuaram desprovidos de quaisquer direitos políticos. A mulher era considera o "não ser" equiparada aos escravos, cuidava dos afazeres "domésticos", servia como instrumento de procriação, não participava, portanto, das decisões da polis. O filho, de preferência, deveria ser homem, sendo candidato em potencial para exercer a cidadania. O escravo servia de mão-de-obra para sustento e manutenção dos cidadãos.

Pag 11
2. Em Esparta vivia-se no regime aristocrático, ou seja, governo dos melhores, os nobres. Todo homem, teria de servir como militar. Os meninos eram obrigados a se envolverem em atividades militares, a partir dos 7 anos, querendo ou não.
Podemos considerar como motivação para a militarização de Esparta, a crença em uma vocação de povo guerreiro, independente de ser soldado ou oficial. Para tanto deveriam ser educados exclusivamente a este fim e os serviços produtivos e auxiliares deveriam ser feitos pelos hilotas (povos conquistados) e periecos (pessoas de “segunda classe, livres mas não cidadãos), pois assim estariam “livres” para cuidar da segurança e independência, além de poderem participar da vida pública.

Pag. 12
3- C
4- B
5- D

Situação de Aprendizagem 2
Os limites da Democracia Grega
Pag 13

1- Na antiguidade os excluídos no regime democrático grego eram as mulheres, os estrangeiros e os escravos. Eles não faziam parte da democracia e nem usufruíam dos direitos desta.
Atualmente pode-se considerar excluídos do regime democrático, principalmente os pobres, ignorantes, analfabetos, (apesar de estas três características estarem interligadas e dependentes de uma para ocasionar a outra e vice-versa), que faz que com que este grupo acabem por desconhecer as leis e seus direitos. Também podemos citas as minorias étnicas e sexuais, que apesar de se considerarem até incluídas democraticamente, vivenciam uma grande rejeição social nas lutas por seus direitos.

Pag. 14
2- A discriminação de "minorias" étnicas e sexuais, deficientes físicos e mentais que, historicamente, estiveram fora dos poderes decisórios e que, hoje, apesar de "incluídas" democraticamente e consideradas fora das barreiras impostas pelo poder aquisitivo, ainda experimentam uma forte rejeição social nas lutas pelos próprios direitos.

Pag. 15
As funções das mulheres gregas estabeleciam que elas deveriam se doar ao máximo a seus maridos e filhos e, dessa forma, abdicar quase que totalmente de seus interesses e vontades.
Cuidar do lar, monitorar o crescimento de seus filhos e devotar integral fidelidade ao marido passava a ser a vida de qualquer mulher grega, exceto daquelas que viviam em Esparta. As mulheres que viviam em outras cidades gregas, especialmente em Atenas, tinham funções claramente domésticas.
Eram responsáveis, além da criação de seus filhos, pelo cuidado da casa, com o auxílio dos criados (para isso tinham que averiguar o serviço doméstico e orientar os empregados quanto a forma como esse trabalho deveria ser feito).
Também confeccionavam tecidos para a criação de peças de vestuário que seriam utilizadas pelos seus próprios familiares, a produção de tapetes e cobertas.

Pag. 16
1- Porque na sociedade ateniense os escravos eram uma parte do que formava a sociedade. Todas as atividades eram abertas aos escravos, com a exceção da política. Para os gregos, a política era a única atividade digna de um cidadão, enquanto as outras eram deixadas para os não-cidadãos.
Os escravos eram usados principalmente na agricultura, o principal pilar econômico da Grécia. Alguns pequenos donos de terras podiam possuir um ou dois escravos.

2- Os metecos eram estrangeiros que moravam em Atenas e estavam misturados com os outros povos. Os cidadãos eram considerados superiores aos metecos que eram considerados a palha dos cidadãos. A cidade necessitava deles para exercer as atividades produtivas e auxiliares.

Pag. 17 – Você aprendeu?
1- Com certeza que podemos afirmar que os escravos, as mulheres e estrangeiros estavam excluídos e pode ser entendido como limite pois o governo excluía de seus processo processos decisórios. Penso que nenhum tipo de exclusão social, cultural, etc. pode ser válida, mas temos que analisar a época, o contexto histórico, que isto se deu. Mesmo com a exclusão destes, o primeiro passo da democracia como entendemos e conhecemos hoje foi dado e é importante analisar como parte do desenvolvimento e maturidade nas relações sociais. Hoje ainda há excluídos em vários regimes considerados democráticos, como os pobres, negros, homossexuais, índios, estrangeiros, deficientes etc.

2- A condição social das mulheres gregas estabelecia que elas deveriam se doar ao máximo a seus maridos e filhos e, dessa forma, abdicar quase que totalmente de seus interesses e vontades. Deveriam cuidar do lar, monitorar o crescimento de seus filhos e devotar integral fidelidade ao marido passava a ser a vida de qualquer mulher grega, isto é, tinham funções claramente domésticas. Eram responsáveis, além da criação de seus filhos, pelo cuidado da casa. Também confeccionavam tecidos para a criação de peças de vestuário que seriam utilizadas pelos seus próprios familiares, a produção de tapetes e cobertas. As meninas eram educadas em casa, pelas mães, sempre tendo como objetivo de aprendizagem os afazeres domésticos e femininos consagrados pelo hábito na sociedade grega, ou seja: fiar, tecer, ler, escrever, contar, o cancioneiro e as histórias populares e também os trabalhos domésticos. Em resumo, se sujeitam aos homens.

Pags. 18 e 19

3- C
4- D
5- C

segunda-feira, 31 de maio de 2010

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O pioneirismo inglês, a invenções de máquinas, passagem do processo artesanal para a produção em escala. O Liberalismo de Adam Smith. O trabalho nas fábricas e o surgimento dos sindicatos e o Ludismo.


Um motor a vapor de Watt, o motor a vapor, alimentado principalmente com carvão, impulsionou a Revolução Industrial no Reino Unido e no mundo.

Introdução
A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.
Pioneirismo Inglês
Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.

O liberalismo de Adam Smith



As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. Seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerado uma das obras fundadoras da ciência econômica. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais os motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com futuras vendas? Graças ao individualismo dele o freguês pode comprar boa carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir seu salário e emprego.
Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam em seus lucros. Mas, para lucrar, têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para a sociedade.
Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente a seus interesses individuais. E, para Adam Smith, o Estado é quem atrapalhava a liberdade dos indivíduos. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o capitalismo e a liberdade individual promoveria o progresso de forma harmoniosa.

Avanços da Tecnologia
O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.
Locomotiva: importante avanço nos meios de transporte
Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (maria fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.
A Fábrica
As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.
Reação dos trabalhadores
Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.
Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.
Consequências da Revolução Industrial
Aumento da poluição do ar foi uma das conseqüências da Revolução Industrial
Principais consequências da Revolução Industrial
- Diminuição do trabalho artesanal e aumento da produção de mercadorias manufaturadas em máquinas;
- Criação de grandes empresas com a utilização em massa de trabalhadores assalariados;
- Aumento da produção de mercadorias em menos tempo;
- Maior concentração de renda nas mãos dos donos das indústrias;
- Avanços nos sistemas de transportes (principalmente ferroviário e marítimo) à vapor;
- Desenvolvimento de novas máquinas e tecnologias voltadas para a produção de bens de consumo;
- Surgimento de sindicatos de trabalhadores com objetivos de defender os interesses da classe trabalhadora;
- Aumento do êxodo rural (migração de pessoas do campo para as cidades) motivado pela criação de empregos nas indústrias;
- Aumento da poluição do ar com a queima do carvão mineral para gerar energia para as máquinas;
- Crescimento desordenado das cidades, gerando problemas de submoradias;
- Aumento das doenças e acidentes de trabalhos em função das péssimas condições de trabalho nas fábricas;
- Uso em grande quantidade de mão-de-obra infantil nas fábricas.

O Ludismo durante a Revolução Industrial, objetivos do movimento ludista, reação dos trabalhadores

Os ludistas em ação: quebrando máquinas

O ludismo foi um movimento social ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1811 e 1812. Contrários aos avanços tecnológicos ocorridos na Revolução Industrial, os ludistas protestavam contra a substituição da mão-de-obra humana por máquinas. O nome do movimento deriva de um dos seus líderes, Ned Ludd.
Com a participação de operários das fábricas, os "quebradores de máquinas", como eram chamados os ludistas, fizeram protestos e revoltas radicais. Invadiram diversas fábricas e quebraram máquinas e outros equipamentos que consideram os responsáveis pelo desemprego e as péssimas condições de trabalho no período.O movimento ludista perdeu força com a organização dos primeiros sindicatos na Inglaterra, as chamadas trade unions.

Conclusão
A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade.




O ILUMINISMO

O Iluminismo surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica (Deus no centro de tudo) que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.
O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. Immanuel Kant, um dos mais conhecidos expoentes do pensamento iluminista, num texto escrito precisamente como resposta à questão O que é o Iluminismo?, descreveu de maneira lapidar a mencionada atitude:
"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo".



Immanuel Kant
Os ideais iluministas

Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

Século das Luzes

A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.

Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.

Principais filósofos iluministas

Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo (racionalismo, conhecimento prático); Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário.