terça-feira, 7 de setembro de 2010

2o Ano - 3o Bimestre- Respostas Situação Aprendizagem 1

Revolução Francesa e Império Napoleônico

Pag. 3
1.
a. Terceiro Estado – São aqueles que não integravam a nobreza e o clero. São os burgueses e camponeses e possuíam poucos direitos e muitos deveres, como o de trabalhar e pagar os impostos que mantinham a nobreza e o clero.
b. Jacobinos – Revolucionários franceses, representavam a pequena e média burguesia. Sentavam a esquerda no plenário. Robespierre foi seu principal representante, que radicalizou quando no comando.
c. Girondinos – Representantes da alta burguesia. Postura republicana. Conservadores, combatiam a ascensão dos “sans-culottes”. Sentava a direita no plenário.
d. Assembléia Nacional Constituinte – Fim da servidão e dos privilégios feudais para o clero e a nobreza.
e. Declaração Universal ... Dava e garantia os direitos ao homem, assegurados por lei.

Pg. 4
f. Constituição civil do clero – Regulamentou a figura do clero. Transformou seus membros em funcionários do Estado e confiscou seus bens.
g. Constituição monárquica – Reduziu o poder real e os sujeitos às leis, tripartição dos poderes e fim da isenção de impostos para o clero e a nobreza.
h. Convenção – Assembléia formada por deputados girondinos, jacobinos e da planície.
i. Convenção republicana – Voto universal masculino, escolas públicas, garantia de direitos e assistência aos desamparados.
j. Terror – Período marcado pela predominância Jacobina nos meios militares, judiciais e econômicos e por grande número de execução.
k. Constituição burguesa – Teve o recuo em relação aos direitos civis assegurados pela constituição anterior.

Pag. 5
a. Liberdade -

b. Igualdade -

Pag. 6
c. Fraternidade –

3. Em ambas as telas, Napoleão é representado como imperador. Na escultura do Arco do Triunfo, é explicita sua referência ao Império Romano. Elas procuravam legitimar seu poder e seu governo. Percebe-se claramente a tentativa de caracterização de Napoleão como Cezar. A coroa de louros (Láurea), nas duas imagens, bem como os trajes tipicamente romano, da segunda, não deixam dúvidas. Além disso, sua postura ereta e porte físico procuram o aproximar a perfeição.

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Lição de Casa: Sim, pois marca a elevação da classe burguesa aos patamares do poder. As reivindicações desta classe e a mudança de uma sociedade feudal para o capitalismo. Esta classe é seguramente, a mais beneficiada com esta revolução.

Você aprendeu:
1. O texto reúne, em um só sujeito, o povo, por todos os que não faziam parte do clero e nobreza, isto é, os habitantes do campo, cidade, ricos, pobres, etc., mas estes tinham, muitas vezes, interesses opostos.

2. B e D
3. A
4. C

2o Ano - 3o Bimestre- Respostas Situação Aprendizagem 2

CENTRALIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO: PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA E FORMAÇÃO TERRITORIAL DA AMÉRICA LATINA

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Pag. 12
1. Centralização pela colônia Portuguesa (Brasil)
Fragmentação pela Colônia Espanhola

2.
a) Os climas remotos, as situações diversas e os interesses opostos.

Pag. 13
b) Climas remotos: A vastidão da colônia espanhola que ia desde o sul do atual Estados Unidos, onde está a Flórida, até o Chile e suas diferenças climáticas estabelecidas por uma geografia continental.

c) Situações diversas: Entre elas, a lealdade de algumas regiões à monarquia espanhola e aos diferentes processos de independência já vivenciados antes de 1815, como é o caso do Paraguai e do México.


Pag. 14. Lição de casa

Motivos da manutenção de nossa unidade territorial: Podemos citar a chegada da família real portuguesa em solo brasileiro, algumas liberdades aos colonos, abertura dos portos, elevação do Brasil à condição de reino unido. Além disso, a unidade também foi mantida por meio de guerras e por um governo centralizado, com fortes tendências absolutistas.

Diferenciação da América Espanhola: A nossa independência foi feita por membro da Família Real (D. Pedro I), visto como legítimo herdeiro até pelos portugueses e sua aceitação pelas elites brasileiras.

Pesquisa Individual:
a) A tragédia do Brigue Palhaço, também referida como massacre do Brigue Palhaço, foi um episódio da História do Pará, ocorrido na cidade de Belém em 1823, no contexto da Guerra da Independência do Brasil (1822-1825). Na noite do dia 16 de Outubro de 1823, um grupo de soldados do 2º Regimento de Artilharia de Belém e de desordeiros embriagados, voltou a efetuar ataques a estabelecimentos comerciais portugueses na cidade, iniciados na noite anterior. Como estavam sem controle, tropas detiveram e recolheram à cadeia todas as pessoas encontradas pelas ruas e casas suspeitas. No dia 17 foram fuzilados cinco indivíduos. Os soldados, inclusive os cidadãos detidos na noite anterior, em número de duzentos e cinqüenta e seis, foram recolhidos à cadeia pública até ao dia 20, quando foram transferidos para bordo de um brigue no porto, denominado "São José Diligente", depois "Palhaço". Foram confinados no porão, fechadas as escotilhas e com apenas uma pequena fresta para a entrada de ar. Com a superlotação e ao calor, os prisioneiros começaram a se rebelar. Foram lançadas água do rio aos prisioneiros que só piorou a situação. Foram então disparados alguns tiros de fuzil para o interior do porão e jogado cal viva, cerrando a abertura do porão. No dia seguinte contaram-se duzentos e cinquenta e dois mortos e quatro sobreviventes, dos quais, no dia seguinte, apenas um resistiu.

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b) A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista e republicano ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país. Tomado por essa orientação contraditória de sua carta constitucional, o governo de Dom Pedro I acabou sendo alvo de diversos ataques políticos bem como de revoltas. Naquele mesmo ano um grupo de habitantes de Pernambuco iniciou um movimento antimonarquista. Tal oposição originou-se nas constantes crises da economia regional e as cargas tributárias impostas pelo governo.

c) A Guerra da Cisplatina foi um conflito que ocorreu de 1825 até 1828, envolvendo os países Brasil e Argentina, motivado pelo domínio da Província de Cisplatina, atual Uruguai, uma região que sempre foi cobiçada pelos portugueses e espanhóis. Em 1680, Portugal fundou a região Colônia do Sacramento, primeiro nome dado á região de Cisplatina. Em 1777, o território passou a ser posse da Espanha.Em 1816, a coroa Portuguesa, que estava no Brasil, ocupou novamente a região, nomeando-a como Província da Cisplatina. No ano de 1825, um novo movimento surge em prol da libertação da província. Mas os moradores de Cisplatina se recusam a fazer parte do Brasil, e João Antonio Lavalleja, organiza um movimento para declarar independência da região. A Argentina por interesse no território da Cisplatina, ajuda o movimento com força política, armas, alimentos, etc. O Brasil declarou guerra à Argentina e aos revoltosos da região de Cisplatina. Com isso muito dinheiro público foi gasto, desequilibrando a economia brasileira. E além de tudo, o Brasil foi vencido na batalha.
No ano de 1828, sob interferência da Inglaterra, foi firmado um acordo entre Brasil e Argentina, que foi marcado pela independência da Província da Cisplatina seria independente deixando os brasileiros mais insatisfeitos com o governo.

Pag. 16 – Pesquisa em Grupo – Maria Quitéria
Papel das mulheres: Donas de casa, mães, pouco estudo, dependiam do homem.
Como foi para o exército: cortou o cabelo, vestiu-se de homem, se alistou com o nome de Medeiros no Batalhão dos Voluntários do Príncipe
Sua farda: punhos e gola de cor verde, acrescentado saia
Principais Batalhas: Guerras da Independência
Seus Ideais: Liberdade contra domínio português
Morreu esquecida: morosidade da justiça em herdar bens do pai. Pobre quase cega
Sua valorização póstuma: Em 1996, o presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu Maria Quitéria como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro

Lição de CasaÇ
A colonização passou a ser discutida nos séculos XVIII e XIX, quando a elite crioula questionou os abusos de privilégios e poder, além do controle do comércio e da imprensa.

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2. O Iluminismo, o Liberalismo e o Nacionalismo influenciaram a criação de repúblicas e as lutas pela independência.

3.
a) Significa exploração e refere-se ao domínio colonial mercantilista português no Brasil.
b) Não houve alteração na estrutura social no Brasil após a Independência de 1822, a escravidão continuou sendo a base do trabalho.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

1ª Série - Volume 3 - Situação de Aprendizagem 2

Império Bizantino e Mundo Árabe

Pag. 10 – A própria Grécia sofreu forte influência de Fenícios Egípcios, que eram culturas orientais. Assim é difícil algum povo reivindicar pureza original dos valores ocidentais. Mesmo no mundo contemporâneo notamos a preocupação da idéia de pureza da raça, como foi o caso do Nazismo, na Alemanha, na 1ª metade do século XX.

Pag. 11 – Figura 1: A figura de Édipo e da esfinge quando este fez o desafio: “Qual animal tem 4 patas pela manhã, duas ao meio dia e 3 a tarde?”

Pag. 12 –
Figura 2: A pirâmide de Quéfren, no Egito, tendo a esfinge na frente como que guardando, protegendo.

Figura 3: A esfinge alada, normalmente usada para defender entradas ou simbolizando poder.

2.
Figura 1: Civilização Grega – A cabeça humana da esfinge possui traços característicos do homem grego.
Figura 2: Civilização Egípcia - A cabeça humana possui traços característicos dos faraós.
Figura 3: Civilização Persa - A cabeça humana possui traços característicos dos reis persas.

3. A esfinge, com corpo de leão, cabeça de homem, guardando algo ou o local.

4. Influências e relações que uma cultura manteve com as outras.

5. A proximidade das rotas comerciais com os Mares Negro, Egeu e Mediterrâneo, a proximidade com a Europa e Ásia. Além disso, por ter sido colônia grega e com a nova capital (Constantinopla) que reunia valores gregos, romanos e orientais, que lhe dava mais estabilidade e maior interação com os povos de outros lugares.

Pag. 14.
6.A expansão do Império teve seu ápice sob o governo de Justiniano, que tomou para si a responsabilidade de reconstruir o império Romano, buscando recuperar as áreas perdidas no ocidente. Para isso favoreceu-se do comércio, sua localização e a herança cultural helenística.

7. Primeiro, sua localização que permitiu a interação de povos provenientes de diferentes lugares, que fortaleceu seu comércio e a religião, que era presença muito forte no Império.

Lição de casa:
Quando a cidade de Bizâncio foi rebatizada como Constantinopla, no século IV, o Imperador Romano construiu a igreja cristã de Santa Sofia. Entre os anos e 532 e 537 d.C., Justiniano construiu uma nova basílica que foi o principal santuário cristão do oriente até a conquista da cidade pelos Turcos em 1453, quando a igreja foi transformada em Mesquita e foi acrescentado os quatro minaretes (as 4 coluna das foto), que é usada para anunciar as cinco chamadas diárias às orações. Os mosaicos que a enfeitavam foram tapados com massa e só voltaram a aparecer quando o templo virou museu na segunda metade do século XX.

Pag. 16
a. A Península Arábica era muito fragmentada e estruturada por vários povos nômades que apenas lutavam pela sobrevivência no deserto. Além disso, a localização geográfica manteve o mundo árabe distante dos impérios antigos.
b. O enfraquecimento dos impérios Persa e Bizantino que estavam enfraquecidos por longo confronto entre si e na Europa não havia Estado suficientemente forte para impedir o avanço Islâmico.

Pag. 17 – Lição de Casa
1. O Islamismo, ou Islã, é uma religião monoteísta (crê em um único Deus) que surgiu na Península Árabe no século VII. Baseada nos ensinamentos de Maomé ou Muhammed e no Alcorão que é um livro sagrado que acreditam conter os ensinamentos de Deus (Alá, em Árabe) que lhe foi transmitido pelo Anjo Gabriel. Os Muçulmanos acreditam que Maomé foi o último profeta e por isso procuram seguir a risca suas palavras. A lista de profetas inclui Adão, Abrão, Moisés, Jesus e Maomé, que acreditam ser homens guiados por Deus. Maomé é o Último Mensageiro e o portador da mensagem final de Deus.

2. Justiniano governava com mão de ferro, controlando todo sistema político e religioso. Criou um grande “exército” de funcionários públicos que eram dependentes e obedientes ao Imperador, que o permitia controlar tudo e a todos, mas permitia manter algumas tradições culturais dos povos dominados. Junto com sua esposa, Teodora, são Santos da Igreja Católica Ortodoxa. Ela é oriunda de família pobre e considera-se que tenha sido atriz, dançarina de circo e até prostituta, mas exerceu forte influência no marido, a ponto de interferir nas decisões de Estado e auxiliou na criação de alguns direitos para as mulheres, como não ser assassinada por adultério, poder casar com homens mais ricos. Auxiliava as prostitutas e mulheres pobres.

Pag. 18 - Pesquisa Individual
Cisma do Oriente foi a divisão da Igreja Católica em duas: Católica Apostólica Romana e Católica Ortodoxa, que marcou a história da Igreja daí para frente.
No século XI Roma (Ocidente) e Constantinopla (Oriente) foram se distanciado em relação às questões de natureza teológica e política. Exprimiam diferentes concepções de fé e também estabelecia uma tensa disputa de autoridade

Pag. 19

2. A História dos Mulçumanos no Brasil vem desde a época do descobrimento. Pedro Álvares Cabral foi acompanhado em sua expedição pelos muçulmanos Chuhabidin Bin Májid e o navegador Mussa Bin Sáte. Com o início da colonização, muçulmanos portugueses e espanhóis, embora em número reduzido, também vieram ao Brasil, mantendo suas práticas e tradições. Sua presença é denunciada já no final do século XVI, com a chegada da Inquisição. Processos e relatos do Santo Ofício referem-se à presença destes muçulmanos, descrevendo suas práticas e costumes. Em maior número, chegaram com os Escravos da África Subsariana.Aqui no Brasil, os escravos urbanos transmitiam suas crenças e, diferentemente dos de outras crenças não aceitavam conversão determinada pelos seus senhores. Participaram da Revolta dos Malês, na Bahia em 1835. É pouco representativa no Brasil atual e conta-se com aproximadamente 80 Associações e 50 Mesquitas.

Você Aprendeu?
1. Após a perseguição que sofreram no governo de Constantino, os católicos viveram um período de liberdade que culminou com sua definição como a religião oficial do Império. A construção da Igreja de Sta Sofia por Justiniano, mostra sua forte presença na cultura local. Também nesta época observou-se a concentração do poder do Imperador no comando do estado e da igreja além da proteção aos católicos e perseguição aos de outras crenças.

2. Foi a divisão da Igreja Católica em duas: Católica Apostólica Romana e Católica Ortodoxa

Pag. 20
3. A
4. D
5. A

NAPOLEÃO BONAPARTE


“Um povo só se deixa guiar quando lhe apontam um futuro. Um líder é um comerciante de esperanças”.
Napoleão Bonaparte

•Napoleão Bonaparte dominou a história da Europa de 1799 a 1815.
•Um dos mais famosos generais dos tempos contemporâneos e um extraordinário estadista nascido em 1769 em Ajácio, na Córsega, ilha do Mediterrâneo sob administração da França.
•Deixou marcas duradouras nas instituições da França e de grande parte da Europa ocidental.
•Em 1785, com 16 anos ele já era tenente do exército francês. Estudou na academia militar de Brienne e na de Paris, saindo como oficial de artilharia (1785)
•Aderiu à Revolução francesa (1789), uniu-se aos jacobinos, serviu como tenente da recém-criada guarda nacional e transformou-se num dos principais estrategistas do novo sistema de guerra de massa.
•Fez uma carreira meteórica e se destacou pela originalidade nas campanhas militares. Capitão de artilharia na retomada de Toulon aos ingleses e foi promovido general-de-brigada (1793), o mais jovem general do Exército francês.

•Após a queda de Robespierre foi detido sob acusação de ser jacobino, mas depois foi encarregado de dirigir a repressão ao levante monarquista de Paris (1795).
•Casou-se com Josefina (1796), viúva de um general guilhotinado e tornou-se o comandante-em-chefe do Exército nas campanhas da Itália, contra os austríacos (1795-1797), e do Egito, contra os ingleses (1796-1799).

•Liderou um golpe de Estado (1799), instalou o Consulado e fez-se eleger cônsul-geral, apoiado em um plebiscito popular.
•Promulgou uma Constituição de aparência democrática. Organizou o governo, a administração, a polícia, a magistratura e as finanças.
•Tomou medidas despóticas e antiliberais, como o restabelecimento da escravidão nas colônias, e outras de grande importância econômica, como a criação do Banco de França (1800).

•Napoleão fez paz com a Igreja a fim de restaurar a estabilidade da França.
• Concluiu com o papa Pio VII a concordata (1801), que restabelecia a igreja na França, embora submetida ao estado.
•Em 1801 Napoleão fez um acordo com o papa que reconheceu catolicismo como a religião da maior parte da França.
•Com este acordo Napoleão, em paz com a Igreja e aqueles que tinham confiscado suas terras, consegue unificar a legislação francesa.
• Antes da revolução, a França tinha mais d4 300 sistemas jurídicos diferentes.
•A parte mais importante do novo código foi o Código Civil, ou Código napoleônico .

•A União reconhece igualdade perante a lei, o direito de escolher uma profissão, tolerância religiosa, e o fim da escravidão e feudalismo.
• O Código também torna ilegal sindicatos e proíbe greves.
• Também trás mudanças revolucionárias, tais como, facilita o divórcio tanto para homens como para as mulheres e permite que as crianças, incluindo filhas, possam herdar bens.
. Napoleão desenvolveu um poderoso, controle da máquina administrativa com promoção com base na capacidade.
•Este “plano de carreiras” com base na capacidade foi uma mudança a classe média vinha procurando.
•Com isso, criou uma nova aristocracia com base no mérito e na capacidade de prestar serviço.

•Ele controlava todos jornais e insistia que o governo checassem todos os artigos antes de serem publicados e, tendo polícia do governo podia ler as correspondências das pessoas.
•Certa vez, quando perguntado sobre quem era a maior mulher da história, ele respondeu: "Aquela que teve a maior quantidade de crianças."
•As conquistas Napoleão começaram logo que chegou ao poder.
•Primeiro, ele conseguiu um tratado de paz (1802), com muitas nações que estavam em conflito com a França, após a execução de Luís XVI.
•No entanto, em 1803, a guerra foi deflagrada.
•De 1805-1807, o Exército de Napoleão derrotarouos exércitos austríaco, russo e prussiano.
•Napoleão agora poderia criar uma nova ordem mundial.
•Este Império foi dividido em três partes: o império francês, os estados dependentes e estados aliados.
•Os estados dependentes foram os reinos que os parentes Napoleão governavam, incluindo Espanha, Holanda, Itália, e o Grão-Ducado de Varsóvia.
•Os estados aliados foram forçado a se juntar a ele na guerra contra a Grã-Bretanha.

•Estes incluíram a Prússia, Áustria, Rússia e Suécia.
•Napoleão tentou implantar alguns dos princípios da Revolução Francesa, como a igualdade perante a lei, tolerância religiosa e liberdade econômica, através de seu império.
•Ele “aconselhou” os seus governantes para ser reis constitucionais.
•Ele tentou destruir a ordem feudal hierárquica do Império francês e seus estados dependentes.

•Nobreza e clero perderam seus privilégios, e a igualdade de oportunidades foi declarada, juntamente com a tolerância religiosa e a igualdade perante a lei.
•A propagação dos princípios revolucionários franceses, para estes países, foi um fator decisivo no desenvolvimento das suas tradições liberais.


Resposta Européia


•A sobrevivência da Grã Bretanha e da força do nacionalismo são as duas principais causas do colapso rápido do império de Napoleão.
•Grã-Bretanha sobreviveu, principalmente por causa de seu poder naval, o que tornou a Grã-Bretanha praticamente invulnerável.
•Mesmo assim, Napoleão montou uma frota combinada franco-espanhola para derrotar a Grã-Bretanha (1805), que acabou por terminar com o sonho de Napoleão de invadir.
•Napoleão tentou usar o Bloqueio Continental para derrotar a Grã-Bretanha que era uma forma de impedir que as mercadorias britânicas alcançassem mercados continentais.
•Esta estratégia também falhou.
•A queda de Napoleão começou com a invasão da Rússia, que se recusava a permanecer no Bloqueio Continental.
•Em 1812 um grande exército de mais de seiscentos mil homens entrou na Rússia.
•Para Napoleão seria necessário uma vitória rápida e decisiva.

•Eles queimaram suas vilas, e até mesmo a cidade de Moscou, impedindo assim que os franceses conseguissem comida e suprimentos.
•A Falta de alimentos fez Napoleão deixar Moscou depois de dois meses e a recuar.
•Isso se deu em outubro, e sua "Grande Retirada" aconteceu sob condições de um inverno terrível.
•Apenas quarenta mil homens chegaram de volta na Polônia.
•Outras nações européias aproveitaram-se para atacar o exército francês enfraquecido.

•Paris foi ocupada em 1814 e Napoleão foi exilado na ilha de Elba.
•Luís XVIII, irmão de Luís XVI, restaura a monarquia Bourbon.
•O rei tinha pouco apoio.
•Napoleão escapou.

•Tropas foram enviadas para capturá-lo, mas ao ser preso, Napoleão abriu seu casaco e chamou a quem quisesse matá-lo.
•Ninguém o fez, e ao virar-se para as tropas gritou: "Vive l'Empereur" ("Viva o Imperador").
•Napoleão entrou em triunfo em Paris em 20 de março de 1815

A Queda de Napoleão


•As potências européias e Napoleão, a quem chamavam o inimigo "e perturbador da tranqüilidade do Mundo", lutaram novamente.
•Em Waterloo, na Bélgica, em 1815, Napoleão foi derrotado por um exército combinado britânico e prussiano.
•Os aliados exilaram em St. Helena, uma pequena ilha no Atlântico sul quando o poder de Napoleão foi encerrado.





Napoleão em Santa Helena: o imperador francês terminou seus dias lentamente envenenado pelos ingleses

Napoleão e o Brasil



•O Bloqueio Continental, datado de 21 de novembro de 1806, dependia, para sua real vigor, de que todos os países da Europa aderissem à idéia.
•O governo Português relutava em concordar devido à sua aliança com a Inglaterra, pois era extremamente dependente.
•O príncipe D. João, que assumira a regência em 1792, devido ao enlouquecimento de sua mãe, a rainha D. Maria I, estava indeciso quanto à alternativa menos arriscada para a monarquia portuguesa.

•Portugal tinha a Inglaterra como principal parceira para seus negócios. Pressionados por Napoleão, os portugueses não tiveram escolha: como não podiam abdicar os negócios com a Inglaterra, não participaram do Bloqueio Continental.
•Insatisfeito com a decisão portuguesa, o exército francês começou a dirigir-se a Portugal. A idéia era a de dividir Portugal em três reinos distintos:Lusitânia Setentrional, Algarves e o resto do país, a ser administrado diretamente pela França Imperial até ao fim da Guerra.

•Numa jogada de antecipação estratégica, pensada e planeada para evitar que a Família Real portuguesa fosse aprisionada e obrigada a abdicar, como aconteceu na Espanha, e sabendo-se que o Brasil era considerado, na época, a pérola da coroa portuguesa, toda a corte portuguesa, incluindo o príncipe-regente D. João VI, saiu para o Brasil, instalando o governo português no Rio de Janeiro em 1808, tornando-a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

•A saída foi precipitada, mas conseguiu-se que cerca de 15 mil pessoas saíssem para o Brasil, transferindo praticamente todo o quadro do aparelho estatal.
•Este episódio da saída da família real portuguesa para o Brasil, assim como a dificuldade encontrada por Napoleão em, por um lado, invadir Portugal e por outro, dominar Espanha, pode ser visto como uma das maiores falhas estratégicas de Napoleão que, aliás, referiu-se a ele, nas Memoires de Ste. Hélène como: c'est ça qui m'a perdu (tradução: foi isso que me fez perder).

•Além de ter provocado a vinda da família real, a fama e o fascínio por Napoleão estiveram bem presentes no Brasil nos primeiros 20 anos do século XIX. Em 1801 o futuro imperador francês poderia ter sido o patrono do primeiro movimento pernambucano para fundar uma república no país, a frustrada conspiração dos Suassunas.
•A influência de sua figura e das idéias liberais da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos da América esteve muito presente entre os revolucionários pernambucanos do século XIX.

•Com a queda do império napoleônico, em 1815, numerosos oficiais preferiram o exílio nos Estados Unidos, onde havia muitas oportunidades.
•Assim, poucos meses depois da queda do império, já estavam nos EUA cerca de mil oficiais franceses de várias patentes, cujo único pensamento era libertar o imperador que definhava no clima severo da ilha de Santa Helena, em pleno oceano Atlântico, na altura de Pernambuco.

•O chefe da conspiração francesa nos EUA era o irmão do imperador, José Bonaparte, que fora rei da Espanha. Ele via no Brasil uma possibilidade de colocar em prática seus planos, e numerosos militares franceses começaram a se deslocar para Pernambuco a fim de preparar a uma operação que planejava o rapto de Napoleão e conseguiu articular a vinda para o Brasil de dois navios corsários, o Parangon e o Penguin.

•Com um “certo” apoio do governo americano, 80 oficiais franceses, cerca de 700 americanos e outro navio com 800 marinheiros, que estariam na ilha de Fernando de Noronha, atacariam Santa Helena, seqüestrariam Napoleão e o levaria para Recife e viajariam depois para Nova Orleans.

•Com a queda do império napoleônico, em 1815, numerosos oficiais preferiram o exílio nos Estados Unidos, onde havia muitas oportunidades.
•Assim, poucos meses depois da queda do império, já estavam nos EUA cerca de mil oficiais franceses de várias patentes, cujo único pensamento era libertar o imperador que definhava no clima severo da ilha de Santa Helena, em pleno oceano Atlântico, na altura de Pernambuco.


Os esforços de Napoleão, para consolidar seu poder avançam para as artes. Nesta comparação é explicita sua referência ao Império Romano.


Napoleão, O Anticristo ?


•
Era considerado a personificação do Mal pelos governantes da Inglaterra, Rússia, Áustria e Alemanha, as grandes potências da época, pelas guerras sangrentas que travou contra esses países.
•Em novembro de 1807, o anticristo marchava em direção ao reino de Portugal. Ou, pelo menos, assim acreditava a rainha dona Maria I, conhecida como “a Louca” por seus desvarios místicos. Para ela, a encarnação do demônio tinha nome: Napoleão Bonaparte, o homem mais poderoso do Continente.



Algumas de suas frases:
•“Os jovens executam revoluções que os velhos prepararam.”
•“Uma grande pessoa pode ser morta, mas nunca intimidada.”
•“Tenho mais medo de três jornais do que de cem baionetas.”
•“A raça humana é governada por sua imaginação.”
•“Liberdade civil depende da segurança da propriedade”.
•“A história é a versão de eventos passados que as pessoas decidiram concordar.”
•“Para obter a vitória definitiva, é preciso ser cruel.”


CÓDIGO NAPOLEÔNICO

Os cinco grandes princípios jurídicos que presidiram a redação do CN foram:
1- unidade do direito - o mesmo direito aplicado a todos o território
2- unidade da fonte jurídica - somente uma autoridade tem competência de elaborar as leis e os decretos, cabendo aos tribunais apenas interpretá-las3- caráter completo do direito - todos os novos litígios devem ser regulados por um só e mesmo direito4- independência do direito - princípio obediente ao Espirito das Leis enunciado por Montesquieu 5- evolução do direito - o direito deve adaptar-se à modificação das mentalidades.


"Minha verdadeira glória não foi ter vencido quarenta batalhas; Waterloo apagará a lembrança de tantas vitórias; o que ninguém conseguirá apagar, aquilo que viverá eternamente, é o meu Código Civil."


terça-feira, 24 de agosto de 2010

HISTÓRIA DA PRESENÇA ISLÂMICA NO BRASIL

Um breve relato - Sheikh Muhammad Ragip al-Jerrahi*

Palestra para o Congresso "El Islam em las dos Orillas" – Sevilha 2003


Embora a história oficial registre que a chegada dos portugueses ao Brasil foi em 22 de abril de 1500, com a expedição de Pedro Álvares Cabral, trabalho de revisão histórica têm apontado vários indícios de presença anteriores. Como exemplo, verifica-se que as negociações para estabelecimento do Tratado de Tordesilhas, que dividiu as novas terras entre Portugal e Espanha, em 1494, não poderiam avançar se não houvessem informações sobre a distribuição das terras do novo continente no hemisfério sul. Também há indícios da chegada ao Brasil, já em 1498, de uma caravela comandada pelo navegador Duarte Pacheco Pereira.

Pedro Álvares Cabral foi acompanhado em sua expedição de 1.500 pelos muçulmanos Chuhabidin Bin Májid e o navegador Mussa Bin Sáte. Com o início da colonização, muçulmanos portugueses e espanhóis, embora em número reduzido, também vieram ao Brasil, mantendo suas práticas e tradições. Sua presença é denunciada já no final do século XVI, com a chegada da Inquisição. Processos e relatos do Santo Ofício referem-se à presença destes muçulmanos, descrevendo suas práticas e costumes. Como referência tem-se: Primeiras Visitações do Santo Officio às Partes do Brasil - Denunciações de Pernambuco, 1593 - 1595, do Visitador Heitor Furtado de Mendonça, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Cartório da Inquisição, Códice nº 130, com edição especial do editor Paulo Prado, série Eduardo Prado, São Paulo, 1929.

A Inquisição atuou forçando a conversão dos muçulmanos ao cristianismo bem como a mudança de nomes. Os tribunais inquisitores puniam com a pena de morte os praticantes de cultos considerados heréticos e os que se recusavam a aceitar a nova ordem. Como resultado poucos registros restaram da presença destes muçulmanos na fase inicial da colonização.

O maior contingente de muçulmanos que chegaram ao Brasil foram os escravos negros, a partir do início do tráfico de escravos em meados do século XVI.

A expansão do Islam, à partir do século VII, alcançou a África, de tal sorte que, antes do ano 1.500, o Islam já havia se expandido por pelo menos dois terços do continente africano. Este processo levou a uma intensa utilização do árabe como idioma comercial e cultural. Importantes civilizações muçulmanas se desenvolveram, abrangendo as mais diversas etnias do continente.

Através do tráfico de escravos estima-se que de 3 a 4 milhões de negros foram trazidos da África ao Brasil. O processo de escravização atingiu indivíduos educados, alfabetizados, muitos com experiência administrativa, comercial ou militar, outros de origens aristocráticas. Desta forma, os muçulmanos entre eles, trouxeram consigo as tradições, o conhecimento, o modo de vida e os anseios de liberdade inerentes à religião.

Chegando ao Brasil, como escravos, afastados dos centros e escolas islâmicas, a falta de liberdade e as imposições dos senhores de escravos foram fatores que levaram a prática religiosa a uma situação crítica. Em um esforço para manutenção das tradições, procuraram, ainda que de forma secreta, organizar processos de educação. Mesmo enfrentando as dificuldades de comunicação e os controles dos proprietários de escravos promoviam a alfabetização e a recuperação do texto do Sagrado Alcorão e de hadiths (tradições do Profeta - saws), a partir do registro do que estava memorizado.

A resistência à escravidão já se manifestou desde o início do tráfico, em meados do século XVI. Os escravos escapavam de seus senhores e formavam comunidades de fugitivos que se protegiam mutuamente. O governo português denominava como quilombo qualquer agrupamento com mais de seis escravos fugitivos. O primeiro quilombo de que se tem registro surgiu na Bahia em 1.575.

Os anseios de liberdade e a capacidade intelectual e administrativa dos escravos muçulmanos foram elementos muito importantes no fomento e organização destas comunidades. A partir do ano de 1.600 inicia-se a formação de um enorme quilombo, o Quilombo dos Palmares, que, formado por escravos fugitivos das fazendas e dos engenhos, chegou a reunir mais de 20 mil habitantes. Há documentos que registram o papel e importância dos muçulmanos na estruturação dos quilombos, como por exemplo a de um certo Karim Ibn Ali Saifudin, considerado o construtor das fortificações do Quilombo dos Palmares.

No Quilombo, organizou-se um governo, com rigorosas leis punindo com a pena de morte furtos, roubos, adultério, assassinatos e deserção no âmbito da comunidade. Com a consolidação desenvolveram a agricultura e mantiveram relações comerciais com povoados vizinhos. Composto por negros de diversas origens étnicas e culturais, não houve imposições ou predominância de qualquer das culturas, uma vez que o ideal de liberdade e as necessidades de manter a segurança da comunidade sobrepujaram as diferenças. Desta forma, tudo que era motivo para divisão era descartado. Houve misturas de idiomas e sincretismo religioso, inclusive assimilando do cristianismo aquilo que convinha e era aceitável. Em certo sentido, o Quilombo os Palmares pode ser considerado como o primeiro governo livre do continente americano, uma vez que, embora não reconhecido, constituiu um estado organizado que não se submeteu à coroa portuguesa.

Assediado e sofrendo diversos ataques organizados pelo governo português acabou sucumbindo por volta de 1.695, sendo totalmente destruído.



Após Palmares, milhares de quilombos surgiram e se espalharam pelo país nos séculos que se seguiram, embora sem atingir, ou sequer se aproximar, das mesmas proporções e nível de organização.



A continuidade do tráfico negreiro fez com que, a partir dos séculos XVIII e XIX, em que houve expressiva representatividade de pessoas oriundas do Sudão Central, chegassem ao Brasil novas levas de muçulmanos, alfabetizados e instruídos.

O negros muçulmanos sudaneses são assim descritos pelo autor Arthur Ramos em sua obra "Introdução à Antropologia Brasileira"

"Eram altos, robustos, fortes e trabalhadores. Usavam como os outros negros muçulmanos, um pequeno cavanhaque, de vida regular e austera, não se misturavam com os outros escravos."

Eram denominados "malês", que significa professores, educadores em árabe. Organizaram a recuperação da religião islâmica entre os escravos, a partir dos registros em memória do Sagrado Alcorão e das tradições do Profeta Muhammad (saws). Promoveram, ainda que de forma secreta, atividades de alfabetização e memorização do texto sagrado. Mesmo enfrentando oposição e perseguição do proprietários de escravos, escreviam panfletos, se comunicavam em árabe, e se organizavam constituindo conselheiros e juizes em suas comunidades.

Alguns conseguiram a alforria, por aprenderem um ofício, como por exemplo a carpintaria, ou por outro motivo. Entre os que conseguiram a liberdade alguns viajaram à África, buscando restabelecer o contato com os centros islâmicos em seus países de origem. Não há documentação extensa sobre estas atividades uma vez que devido à repressão tudo era feito em sigilo. Mesmo assim restaram registros e indícios que sustentam a tese de que a alguma comunicação foi em parte estabelecida. Como exemplo pode-se citar, tendo como referência pesquisa de Paul E. Lovejoy: "Abd- al Rahman al-Baghdadi al-Dimashqi foi para o Rio de Janeiro em 1865 e travou conhecimento com muçulmanos clandestinos vivendo lá, ficou dois anos para instruir muçulmanos locais nos rituais e normas do Islam."

Os malês foram os grandes promotores das revoltas e movimentos de libertação. Instruídos, com capacidade de organização, e motivados pelos ideais islâmicos de liberdade e resistência à tirania, mobilizaram seus pares em diversas revoltas. O início do século XIX foi marcado por uma seqüência de revoltas denunciando o clima de tensão crescente e o inconformismo com a situação de escravidão. As principais ocorreram nos seguintes meses e anos: maio de 1807; 4 de janeiro de 1809; fevereiro de 1810; fevereiro de 1814; janeiro e fevereiro de 1816,; junho e julho de 1822; agosto e dezembro de 1826, abril de 1827; março de 1828; abril de 1830.

Em 25 de janeiro de 1835 estoura uma revolta de grandes proporções que passou a ser conhecida na história como "Guerra dos Malês". Os revoltosos percorreram as ruas da capital da Bahia, atacaram o palácio do Presidente da província, invadiram quartéis, enfrentaram tropas e fragatas de guerra ancoradas no porto. Foram totalmente subjulgados pelas forças do governo.

A partir da revolta dos malês a religião islâmica passou a sofrer uma severa repressão. Foi taxada como religião selvagem que incitava a revolta nos negros escravos, então considerados seres sem alma humana. Para a mentalidade da época, não havia que se pensar, para seres sem alma, em direito à liberdade, à justiça, à vida, à religião ou à dignidade.

Após 1835, muitos muçulmanos foram julgados em tribunais especiais, alguns condenados à morte. Muitos foram deportados para a África como forma de reduzir sua influência entre os negros escravizados. Os que escaparam à morte ou deportação foram forçados, para sobreviver, a manterem-se na clandestinidade.

Novo contingente de muçulmanos, estes de origem árabe, começam a chegar ao Brasil no final do século XIX e início do século XX. A abolição da escravidão em 1888 e a dificuldade do negros agora libertos em se adaptarem ao trabalho assalariado, a necessidade de mão de para a agricultura e também de mão de obra especializada em uma atividade industrial nascente, levaram à uma política governamental de incentivo a imigração. Até final da década de 1940 o Brasil recebeu aproximadamente 5 milhões de imigrantes. A maioria eram italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, mas também, em menor escala, e sírios, libaneses, palestinos e outros.

Os primeiros árabes de origem síria a imigrarem para o Brasil eram cristãos, buscando novas oportunidades de vida afastando-se do Império Otomano. Devido ao fato de seu passaporte identificá-los como turcos, passaram a ser conhecidos no Brasil por turcos, embora fossem de origem árabe. Esta confusão persiste até hoje, de forma que na linguagem coloquial os povos de origem árabe são designados no Brasil por turcos.

Posteriormente, a partir do início do século XX, começaram a chegar árabes muçulmanos.

Chegaram ao Brasil com a motivação de fazer fortuna e retornar à terra de origem. Inicialmente dedicaram-se ao pequeno comércio, como vendedores ambulantes, que foram denominados "mascates". Espalharam-se por todo o país vendendo mercadorias como pentes, perfumes, produtos de higiene, quinquilharias e utensílios em geral. Com o sucesso de seu trabalho, em poucos anos já se estabeleceram em pequenos comércios, armazéns e mesmo pequenas indústrias de tecidos. A prosperidade adquirida atraiu novos imigrantes árabes, que encontraram os primeiros já fixados e com grandes negócios, o que facilitou sua integração, não só em termos comerciais mas também no aprendizado do idioma português.

A prosperidade e o progresso das atividades industriais no Brasil, fez com que passassem a dedicar-se ao comércio de maior porte e à indústria, fundando novas empresas e especializando-se em determinados produtos. O ânimo original de voltar ao país natal arrefeceu a passaram a adquirir propriedades no Brasil.

Novas levas de muçulmanos árabes passaram a chegar ao Brasil nos anos que se seguiram, destacando-se os palestinos, após a criação de Israel no território palestino. E posteriormente outras ondas migratórias se seguiram trazendo novos contingentes de libaneses e palestinos e em número bem menor: sírios, egípcios, marroquinos, sudaneses, nigerianos e outros.

Os imigrantes muçulmanos que chegaram ao país no início do século XX, embora tenham sido recebidos com hospitalidade e plena liberdade pelos brasileiros, encontraram situações adversas para a prática de sua religião. Entre estas condições podem ser citadas: O fato do Brasil ser país de maioria cristã, não havendo mesquitas e centros religiosos para congregá-los. A diferença de costumes no país, não só em termos culturais mas também religiosos. A ausência de centros e escolas islâmicas. A árdua luta diária para sobreviver e alcançar prosperidade em um país estanho. A dispersão pelos mais variados rincões do imenso país.

Todos estes fatores não só tornaram difícil a prática da religião, como também impediram que aos seus filhos fosse transmitida uma educação dentro dos ideais islâmicos. Também devido a estes fatores e à adaptação cada vez maior das novas gerações ao ambiente brasileiro, o idioma árabe passou a ser cada vez menos utilizado pelos descendentes, dificultando mais ainda a transmissão e recepção da herança cultural e religiosa.

A adaptação na nova terra e a prosperidade levaram a formação de uma nova geração, fixada nos grandes centros urbanos, principalmente no sul e sudeste do país, formando profissionais liberais e técnicos com instrução superior como médicos, engenheiros, advogados, administradores. Desta forma, na busca de sucesso profissional e integração à sociedade brasileira, o aprendizado do idioma português tornou-se mais relevante que o do idioma árabe o que contribui para um maior afastamento social entre os descendentes e as gerações iniciais.

Em um esforço de reação à perda de identidade religiosa e cultural, a comunidade árabe inicia a fundação de centros religiosos, associações beneficentes e a construção de mesquitas e escolas. O polo inicial deste processo foi a cidade de São Paulo, sendo que, posteriormente, o exemplo foi seguido pelas comunidades islâmicas em outras regiões do país.

Atualmente existem mais de oitenta associações islâmicas e mais de cinqüenta mesquitas e salas de oração no Brasil. Não há dados precisos e confiáveis sobre o número de muçulmanos. As estimativas apresentadas pelas entidades muçulmanas variam de um milhão a um milhão e meio de fiéis, neles incluídos os convertidos. O número de convertidos é reduzido, sendo que muitos foram atraídos para a religião motivados pelo sufismo, a mística islâmica.

O esforço de preservar a identidade e a herança religiosa da comunidade árabe trouxe um efeito cultural deletério que foi o de torná-la fechada dificultando o entrosamento com a cultura brasileira e consequentemente dificultando o trabalho de divulgação do Islam.

Hoje, no Brasil, o Islam é uma religião pouco conhecida. As referências existentes à religião são as piores. São as divulgadas pela mídia e associadas a atos extremos e conflitos. Não há, mesmo entre os brasileiros mais instruídos, sequer conhecimentos rudimentares sobre os princípios, sobre a história, e sobre a vasta contribuição que a civilização islâmica trouxe ao conhecimento humano.

Se no passado o imigrante árabe era denominado de turco, hoje também é associado ao terrorismo e ao fanatismo, o que tende a afastar o interesse das pessoas.

O grande desafio atual da comunidade islâmica no Brasil é o de, sendo minoria, num vasto país cristão, conseguir preservar as tradições religiosas e ao mesmo tempo estar entrosada e aberta o suficiente para que a Mensagem se torne acessível àqueles que têm potencial interesse na religião. Outro desafio é conseguir distinguir o Islam da cultura árabe. O Islam é universal, para toda a humanidade. O Alcorão e a sunna do Profeta (saws) são as referências maiores, de forma que deve haver claro discernimento do que é costume e característica cultural, os quais não devem ser apresentados como inerentes à religião islâmica.


Hajji Sheikh Muhammad Ragip al-Jerrahi

Fonte: http://www.masnavi.org/jerrahi/Artigos___Palestras/Historia_da_presenca_Islamica_/historia_da_presenca_islamica_.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Respostas Caderno do Aluno – 2ª Série – Volume 3

REVOLUÇÃO FRANCESA E IMPÉRIO NAPOLEÔNICO

Pag. 3
1.
a) Terceiro Estado - São aqueles que não integravam a nobreza e o clero. São os burgueses e camponeses e possuíam poucos direitos e muitos deveres como o de trabalhar e pagar os impostos que mantinham a nobreza e o clero.
b) Jacobinos - Revolucionários Franceses representavam a pequena e media burguesia. Sentavam a esquerda no plenário. Robespierre foi seu principal representante, que radicalizou no comando.
c) Girondinos – Representantes da alta burguesia. Postura republicana, conservadores e combatiam a ascensão dos “sans-culottes”. Sentavam a direita do plenário.
d) Assembléia Nacional Constituinte – Fim da servidão e dos privilégios feudais para o clero e a nobreza.
e) Declaração Universal dos Direitos ... – Dava e garantia os direitos ao homem, assegurado por lei.

Pag. 4.
f) Constituição Civil... – Regulamentou a figura do clero. Transformou seus membros em funcionários do Estado e confiscou seus bens.
g) Constituição Monárquica – Reduziu o poder real e os sujeitou às leis, tripartição de poderes e fim da isenção de impostos para o clero e a nobreza.
h) Convenção – Assembléia formada por deputados girondinos, jacobinos e da planície.
i) Constituição republicana – Voto universal masculino, escolas públicas, garantia de direitos e assistência a desamparados.
j) Terror – Período marcado pela predominância jacobina nos meios militares, judiciais e econômicos e por grande número de execuções.
k) Constituição burguesa – Teve o recuo em relação aos direitos civis assegurados pela constituição anterior.

Pag. 5

a) Liberdade.
Todos, ao nascer, deveriam ter direito a liberdade, isto é, temos o direito de nascer, crescer, estudar, comer, morar, etc., uma vez que a liberdade será determinada pelos seus princípios de "direito": o errar e o acertar. Deveria ser assim, o direito à liberdade ser igual a todos, mas na prática não vemos isto acontecer. Vemos muitos exemplos na mídia de que os mais pobres são cerceados de suas liberdades mais facilmente que os mais ricos. Ser livre não implica em fazer o que quer. Afinal a liberdade de um acaba quando começa a dos outros, pondo limites a liberdade de cada um.

b) Igualdade.
Igualdade está ligada à afirmação do princípio da não-discriminação, ou seja, reconhece-se que todos são iguais perante a lei, e, portanto, não pode haver discriminações que excluam determinadas pessoas ou grupos. As pessoas deveriam ter direito iguais a saúde, educação, acesso à justiça, trabalho, mas as desigualdades chegam até ser aceitas em nossa sociedade.
Para exemplificar, podemos citar a hipótese constitucional de que o analfabeto pode votar, mas não pode ser votado e também aquela de que prevê a suspensão dos direitos políticos daqueles que cumprem pena com sentença criminal transitada em julgado. Essa “desigualdade” no exercício dos direitos políticos é permitida pela Constituição.

Pag. 6
c) Fraternidade.
Podemos encontrar várias definições como parentesco entre irmãos, amor ao próximo, harmonia e camaradagem.
Fraternidade também é um conceito filosófico profundamente ligado às idéias de Liberdade e Igualdade e com os quais forma o tripé que caracterizou grande parte do pensamento revolucionário francês. Vale lembrar que dos três, foi o único que não esteve no lema Iluminista, que era "Liberdade, Igualdade, Progresso".
A palavra é eventualmente confundida com a expressão caridade e solidariedade, embora elas tenham significados radicalmente diferentes. A fraternidade expressa a dignidade de todos os homens, considerados iguais e assegura-lhes plenos direitos (sociais, políticos e individuais
É possível expressar socialmente mostrando atenção aos que te solicitam, ajudar sem pedir nada em troca, ter atenção nos detalhes para não atingir os outros, mostrar-se disposto de verdade, enfim, tratar os outros como gostaria de ser tratado.


3. Em ambas as telas, Napoleão é representado como Imperador. Na escultura do Arco do Triunfo é explicita sua referência ao Império Romano. Ambas procuravam legitimar seu poder e seu governo. Percebe-se claramente a tentativa de caracterização de Napoleão como Cesar. A coroa de louros (Láurea) tanto na primeira como na segunda imagem, bem como na vestimenta como tipicamente romana da segunda, não deixam dúvidas. Além disso, sua postura ereta e seu porte físico procuram o aproximar à perfeição.

Pag. 7 – Lição de Casa
Sim, pois marca a elevação da classe burguesa aos patamares do poder. As reivindicações desta classe e a mudança de uma sociedade feudal para o capitalismo. Esta classe é, seguramente, a mais beneficiada com esta revolução.

Pag. 8 – Você aprendeu?
1. O texto reúne em um só sujeito o povo, como sendo todos os que não faziam parte do clero e da nobreza, isto é, os habitantes do campo, da cidade, ricos ou pobres, etc., mas estes tinham, muitas vezes, interesses bem distintos.

2. b / d
3- a
4- c

1º Ano - Livro 3 - Situação de Aprendizagem 1

A CIVILIZAÇÃO ROMANA E AS MIGRAÇÕES BÁRBARAS

Respostas Caderno do Aluno – 1ª Série – Volume 3

Pag. 3
1.a) Nação ou estado regido por um Imperador.
b) Expansão ou tendência para expansão política, econômica, cultural, etc. de uma nação sobre outras.
c) Cair, descer, ruína, decadência

2. Sim, pois Roma, mais que uma cidade, significava o mundo dominado pelos Romanos. Um país contemporâneo que busca expansão política e econômica: Estados Unidos, mas podemos ainda exemplificar com o Japão, Rússia, China e até o Brasil, no âmbito na América do Sul.

3. Esta generalização pode nos enganar ao tentar mostrar que todos estes podiam ser classificados como Romanos, mas a diversidade mostra que nem todas as pessoas do império eram de origem romana, mas também de outros locais (povo romano). Os homens diferenciados das mulheres. O homem romano, como o nascido em Roma que se diferenciaria dos não nascidos, etc.

Pag. 4. A expansão do Império Romano levou ao controle de grande parte das regiões da Europa, chegando a África e Ásia. A divisão do Império em Ocidental, indo da região onde se localiza atualmente Portugal até a região da Croácia, da Inglaterra (Britânicos), do norte da África onde se localiza Marrocos, Argélia e Tunísia, e Oriental, indo da região da atual Iugoslávia, Tunísia até a fronteira com o antigo Império Persa, do norte da África onde estão hoje o Egito e a Líbia até o Mar Negro.

Pag. 5
5. a) Aumentar a área de controle por interesses comerciais, políticos e militares sobre os povos conquistados.
b) Dependiam da constituição de um poderoso exército, que além de grande deveria estar bem armado. Formavam seus exércitos com os povos derrotados e estudavam e aperfeiçoavam as estratégias de guerra.
c) As conquistas eram fundamentais na vida dos romanos e eles acreditavam que, por meio das conquistas, estenderiam os dominós do império e levariam civilização para os outros povos, os não civilizados ou os bárbaros.

6. O fim ou queda do Império Romano não foi algo repentino e sim um processo onde a cultura romana foi sofrendo transformação com a chegada dos Bárbaros. O Império como se conhecia no final do século IV não mais existia, mas não houve o fim ou desaparecimento de seu povo e com eles algumas tradições / cultura permaneceram.

Pag. 6
7. Os Bárbaros eram todos aqueles que não eram romano, portanto, todos os povos de cultura diferentes destes, ou sem cultura, como os romanos achavam.

8. Estas invasões ocorrem em resposta às dificuldades políticas e econômicas em cuidar do Império e de suas fronteiras. Os bárbaros foram ocupando espaço e substituindo por sua cultura.

9. Se definirmos ou associarmos os bárbaros como um povo violento, sem cultura, etc., estamos apenas dando uma conotação preconceituosa ao termo e nos baseando apenas na visão eurocêntrica da época.

Pag. 7 – Lição de Casa
Nesta situação de aculturação, sempre há resistências, conflitos, bloqueios, mas também há interações e misturas. Neste contexto, o temo ramanização pode levar a idéia de que Roma, quando conquistava um povo, levava sua cultura, civilização, progresso, modo de vida, etc. para os que até então não viviam com nada disso, desconsiderando a cultura destes povos dominados, o que só reforça uma visão conflituosa de superioridade e inferioridade, de civilização e barbárie.

Você aprendeu?
1. Roma conquistou e subjugou diferentes povos, interferindo na sua política, economia e até na sua religião. Isto é Imperialismo. Romanização pode ser entendida como “civilizar” os povos bárbaros, pois eram considerados povos sem cultura.

2. Queda ou fim pode ser entendido como o fim da civilização romana, por causa das invasões bárbaras, mas estes foram subjugados em sua cultura por estes mesmos povos.

Pag. 8
3- B
4- B
5- D