segunda-feira, 9 de agosto de 2010

2ª Série - REVOLUÇÃO FRANCESA






REVOLUÇÃO FRANCESA









Os princípios da Revolução foram:







•LIBERDADE è Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação fisica ou moral. Independência, autonomia
•IGUALDADE è Qualidade daquilo que é igual. Uniformidade
•FRATERNIDADE è União ou convivência entre irmãos. Amor ao próximo. Harmonia entre os homens.

A burguesia revoltou-se contra a monarquia absolutista, tomou o poder pondo fim aos privilégios da nobreza e do clero.








Revolução ou levante burguês
•Antecedentes/causas:
–Maior população da Europa Ocidental (25 milhões).
–80% rural.
–Absolutismo parasitário
- Luís XVI e a corte viviam em Festas, banquetes, pensões, guerras inúteis, tratados desvantajosos.








Quando subiu ao trono em 1774, quando estava com 20 anos, as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Não soube entender as necessidades do povo.







"Se não têm pão, que comam brioches", que teria sido proferida a uma de suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer. No entanto, é consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a Revolução Francesa. Há versão dizendo que essa frase teria sido dita na mesma época por Madame Sofia, cunhada de Maria Antonieta.



Além disso ainda existiam as:
–Restrições mercantilistas: taxações, proibições, monopólios.
–Sociedade estamental: extrema desigualdade

A população francesa compunha-se de aproximadamente 25 milhões de pessoas, das quais 20 milhões viviam no meio rural. Isso significa que a grande maioria da população francesa era constituída de camponeses. E uma parte desses camponeses ainda estava submetida a obrigações feudais. A sociedade francesa estava dividida em três estados:

O Primeiro Estado - Formado pelo alto e baixo clero. Os membros do alto clero, bispos e abades, pertenciam à nobreza; os do baixo clero, padres e monges, tinham origem no 3.° Estado.


O Segundo Estado - Constituía a nobreza, que detinha, juntamente com o rei, o poder político do país. Estava dividida em alta e baixa nobreza. Parte dela vivia na corte (nobreza cortesã), gozando dos privilégios concedidos pelo rei e aproveitando-se do dinheiro público; outra parte vivia explorando os camponeses no campo.


O Terceiro Estado - Tinha sua composição bem heterogênea, pois esse conceito abrangia os camponeses, massa pobre da cidade, pequena, média e alta burguesia.








•Na época, a França estava em dificuldades econômicas;
•Endividada externamente;
•Agricultura sofria com secas;
•Indústria perdia para a concorrência inglesa.

•Os ministros do rei Luis XVI, por influência do Liberalismo, tiveram a idéia de cobrar impostos da nobreza e do clero.
•Em resposta, as classes dominantes pressionaram contra esta idéia.

CONSEQUÊNCIAS:
O Rei convoca a Assembléia dos Estados Gerais
O 3º Estado se rebela e proclama a Assembléia Nacional Constituinte
Criação da Guarda Nacional (milícia burguesa) para resistir ao rei.
14/07/1789: QUEDA DA BASTILHA (início oficial da Revolução Francesa)







Em 14 de julho, a população tomaram a Bastilha, prisão símbolo do poder real.
Grande parte da nobreza fugiu do país e os revoltosos avançaram para o interior.
Em agosto de 1789, a Assembléia Constituinte aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que dava a estes, liberdades individuais e estabelecia a igualdade de todos perante a lei.


Em 1791 foi finalmente finalizada a Constituição.
-Monarquia constitucional, divisão de poderes, voto censitário (condicionado a renda),


-Manutenção da escravidão nas colônias.
- Proibição de greves e associações de trabalhadores .
- Igualdade civil.
- Confisco dos bens da Igreja.



Os deputados foram divididos em três grupos:
•GIRONDINOS – alta burguesia, conservadores, sentados na direita do parlamento. Combatiam a ascensão dos “sans-culottes” (povo)
•JACOBINOS – pequena e média burguesia, apoiados por sans-culottes, favoráveis a mudanças mais radicais, sentados na esquerda do parlamento. Apelidados de “montanheses”.



Os Sans-Culottes eram artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários que viviam nos arredores de Paris. Receberam este nome porque não usavam os elegantes calções da nobreza.

Também existia um grupo de centro, que era a maioria e eram chamados de Grupo do Pântano – presentes tanto entre os Jacobinos e Girondinos

Em 1792, a Áustria e a Prússia invadiram a França, preocupadas com os acontecimentos no país visinho.
Foram apoiados pela Nobreza francesa. Luis XVI acreditava que voltaria ao poder.



CONSEQUÊNCIAS:
Com a Liderança de Maximilien de Robespierre, Jean Paul Marat e Georges-Jacques Danton, jacobinos e sans-culottes organizaram um exército que além de vencer os estrangeiros, assumiram o governo, formaram guardas nacionais e radicalizaram a oposição aos nobres.


Robespierre: advogado e político francês, foi uma das personalidades mais importantes da Revolução Francesa.Os seus amigos chamavam-lhe "O Incorruptível". Ele encarnou a tendência mais radical da Revolução, transformando-se numa das personagens mais controversas deste período. Os seus inimigos chamavam-lhe o “Candeia de Arras”, “Tirano” e “Ditador sanguinário” durante o Terror




Georges Jacques Danton, advogado e líder das massas populares de Paris (os Sans-culottes).
Ao defender posições mais moderadas, é substituído por Robespierre e recolhe-se à sua cidade natal em 1793. No final do ano, volta a Paris para fazer oposição ao Terror. Condenado por conspiração, morre guilhotinado em Paris com outros 14 revolucionários. Disse antes de morrer "Minha única tristeza é que vou antes de Robespierre"




Jean-Paul Marat: médico, filósofo, teorista político e cientista mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa.
Seu trabalho era conhecido e respeitado por não ter compromisso com o novo governo,que o levaram a ter a confiança do povo e fizeram dele a principal ponte entre eles e o grupo que veio ao poder em Junho de 1793 (os jacobinos).
Foi assassinado por uma simpatizante dos Girondinos.

A Convenção Nacional (1792 – 1795):
O povo passou a pressionar por uma nova Assembléia, mas com voto direto, para criação de nova Constituição.
Os jacobinos, fortalecidos, proclamaram a República em 20 de setembro de 1792, e guilhotinaram Luis XVI em 1793.


Constituição de 1793 trouxe:
Sufrágio universal, fim da escravidão nas colônias.
Comitê de Salvação Pública (administração e defesa externa).
Comitê de Salvação Nacional (segurança interna).
Tribunais Revolucionários (julgamento de opositores).
Lei do Preço Máximo.
Ensino público e gratuito.
Confisco e venda (a preços populares) de bens da Igreja e nobreza.
ERÍODO DO TERROR (1793-94):
Comandando por Robespierre, foi criado o tribunal revolucionário, que prendia e julgava os traidores.
Milhares de pessoas, inclusive jacobinos, foram acusados de conspiração e mortos na guilhotina, entre eles Danton.
Inicialmente, o governo jacobino teve apoio do povo, principalmente por ter conseguido controlar os preços, mas a violência acabou por afastá-lo.
Robespierre perdeu o apoio, foi preso e executado. Com ele acabou o governo jacobino.
O girondinos, apoiados pelo grupo do pântano, instalaram novamente no poder a alta burguesia.

Os novos líderes criaram uma nova constituição.
Ao mesmo tempo a França sofre ameaças externas e, na tentativa de manter o poder, entregam o poder a Napoleão Bonaparte ....


CURIOSIDADES:
Os termos “esquerda e direita” derivam da disposição dos lugares na Assembléia Nacional”.
Criou-se uma nova noção de tempo e espaço quando os revolucionários dividiram o tempo em unidades que lhes pareciam reacionais e naturais, ou seja 100 segundo equivaleriam a 1 minuto e 100 minutos dariam 1 hora.
O ângulo reto, de 90º foi substituído pelo de 100º. Com esta nova forma, o círculo ficaria com 400º.
A idéia foi de mostrar uma transformação e tudo aquilo que era velho ou que pertencia ao Antigo Regime, precisaria ser mudado.
Os dias da semana passam a ter uma conotação matemática.
Passaram a colocar novos nomes nas ruas e até em seus próprios nomes, começaram a alterar tudo: as louças de cerâmica, o mobiliário, os códigos jurídicos, a religião, o próprio mapa da França... apenas para se mostrar que algo de novo estava acontecendo.
Mas, o que mudou na prática?

Resultados do movimento:
–Fim do Antigo Regime.
–Ascensão da burguesia.
–Desenvolvimento do capitalismo.
–Liberdade.
–Influência mundial





















sábado, 7 de agosto de 2010

1o ano - 3o Bimestre - CIVILIZAÇÃO ROMANA E INVASÕES BARBARAS

AS ORIGENS DE ROMA

Descobertas arqueológicas indicam que a área de Roma já era habitada em 1400 a.C..

De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: Sabinos, gregos, etruscos e Latinos (italiotas).

Os Sabinos eram uma tribo da região central da Península Itálica. Sua língua pertencia a um sub-grupo das línguas itálicas e habitavam as colinas próximas. Atualmente a área chamada Sabina constitui uma sub-região do Lácio, a leste de Roma, perto de Rieti.

Os Latinos foram um povo de origem indo-européia que habitou a região centro-meridional da península Itálica. Faziam parte do grupo dos italiotas, juntamente com os úmbrios, saginos e volscos. Vindos da Europa Central, espalharam-se por quase todo o território itálico, em ondas sucessivas. Neste movimento de ocupação, os latinos desempenharam o papel fundamental no que que seria o núcleo inicial do maior império, erguido pelos seus descendentes romanos.

Os Etruscos eram um aglomerado de povos que viveram no sul da península Itálica, mais ou menos equivalente à atual Toscana, com partes no Lácio e a Úmbria.
Desconhece-se ao certo quando os Etruscos se instalaram aí, mas foi provavelmente entre os anos 1200 e 700 a.C.. Nos tempos antigos, o historiador Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores posteriores consideram-nos italianos.
A sua língua, que utilizava um alfabeto semelhante ao grego, era diferente de todas as outras e ainda não foi decifrada, e a religião era diferente tanto da grega como da romana.

Os antigos povos que habitavam a região do Lácio, nas proximidades de Roma, desenvolveram uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia: a cidade era governada por um rei, originalmente de origem latina, porém os últimos reis do período monárquico foram de origem etrusca.

Os romanos deste período eram politeístas, venerando deuses semelhantes aos dos gregos (embora com nomes diferentes). Os gregos também influenciavam, juntamente com os etruscos, as primeiras formas de arte realizadas pelos romanos deste período.


A origem lendária

A fundação de Roma, relatada em diversas obras literárias romanas, Eneias, príncipe troiano filho de Venus, fugindo de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino.
Seus descendentes, Reia Sílvia, rainha da cidade de Alba Longa, com o deus Marte, tiveram os gêmeos Rômulo e Remo, que foram jogados por Amúlio, rei da cidade, no rio Tibre.


Os gêmeos foram salvos por uma loba que os amamentou, tendo sido, em seguida, encontrados por camponeses. Quando adultos voltaram a Alba Longa, depuseram Amúlio e em seguida fundaram Roma, em 753 a.C..
Segundo a lenda, Rômulo matou o irmão e se transformou no primeiro rei de Roma.


Principais grupos sociais:
PATRÍCIOS: eram grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Direitos políticos, altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.
CLIENTES: eram homens livres que se associavam aos patrícios, em troca de auxílio econômico e proteção social.
PLEBEUS: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas.
ESCRAVOS: Representavam uma propriedade


DIVISÃO HISTÓRICA



Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
A Realeza ou Monarquia romana é a expressão utilizada para definir o estado romano desde a sua fundação à queda da monarquia em 509 a.C., quando o último rei, Tarquínio, o Soberbo (último dos reis Tarquínios), foi expulso, instaurando-se a República Romana. A documentação desse período é precária, e até mesmo o nome dos reis são desconhecidos, citando-se apenas os reis lendários, apresentados nas obras de Virgílio ("Eneida") e Tito Lívio ("História de Roma").

República Romana (509 a.C a 27 a.C.)
República Romana (do latim res publica, "coisa pública") é a expressão utilizada por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. (quando o último rei foi deposto) ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C..

O surgimento do Império

O império surgiu como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C.. Segundo alguns historiadores, a população sob o domínio de Roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C. para 60 milhões em 30 a.C., o que ilustra como Roma teve o seu poder ampliado nesse período, de 1,5% da população mundial, para 25%.

Nos últimos anos do século II a.C., Caio Mário transformou o exército romano num exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião era declarada ao general que a liderava e não à sua pátria. Este facto, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras Mitridáticas, entre outras, a culminar nas guerras civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de líderes militares (Lúcio Cornélio Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político.

As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército, em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício em seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao senado romano, mas no entanto, o precedente estava lançado.
Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (atual Harã) (53 a.C.), restavam dois líderes influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do senado, este declarou César "inimigo de Roma", ao que César respondeu, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsália (agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), tornou-se efectivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Marco Júnio Bruto e Caio Cássio Longino, terminou esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano.

Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco António e Lépido, e a sua destruição na guerra civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Áccio (31 a.C.), deixou Octaviano como a única pessoa com poder para governar individualmente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudiana) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar.

Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 d.C., ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério.

Nos meios acadêmicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endêmico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor.



O SENADO

Embora as assembléias romanas da época da república continuassem a existir depois da fundação do império, seus poderes foram todos transferidos ao senado, e assim os decretos senatoriais (senatus consulta) adquiriram total força de lei.

Em teoria, o imperador e o senado eram dois ramos iguais do governo, mas a autoridade real do senado era pequena e mais um meio de o imperador disfarçar seus poderes autocráticos sob um manto de republicanismo. Ainda que prestigiado e respeitado, o senado era uma instituição glorificada que tinha sido subtraída da maioria de seus poderes e ficava à mercê do imperador.

Muitos imperadores mostraram um certo grau de respeito com esta antiga instituição, enquanto outros foram notórios por ridicularizá-la. Durante as seções do senado, o imperador sentava entre os dois cônsules e usualmente atuava presidindo as seções. Senadores mais prestigiados falavam antes dos demais, embora o imperador pudesse falar a qualquer tempo. Por volta do século III, o senado tinha sido reduzido a um órgão municipal glorificado.

O CÔNSUL era o magistrado supremo na República romana. Durante a República, em número de dois, os cônsules eram os mais importantes magistrados: comandavam o exército, convocavam o Senado, presidiam os cultos públicos
O PRETOR era um magistrado romano, hierarquicamente subordinado ao Cônsul e equivalia modernamente ao juiz ordinário ou de primeira instância.
Os EDIS curuis eram encarregados da preservação da cidade, do abastecimento, da polícia dos mercados e das ações penais correlatas, bem como da jurisdição civil contenciosa nas questões ali ocorridas. Era magistratura plebéia, interditada aos patrícios.
O TRIBUNO era o magistrado que atuava junto ao Senado em defesa dos direitos e interesses da plebe.

DITADOR era um cargo político da República Romana, criado em 501 a.C., preenchido apenas em condições excepcionais, sendo portanto uma magistratura extraordinária O conceito estava plenamente integrado no âmbito da estrutura democrática romana e não tem qualquer relação com os requisitos de um ditador moderno, que se encontra normalmente à cabeça de um regime autoritário, se bem que esta noção foi inspirada na realidade romana.
Em condições de perigo militar iminente para a República, o ditador recebia um mandato com duração de seis meses ou enquanto se mantivesse o estado de emergência.




Expansão Territorial - Península Itálica, Ásia Menor, Península Ibérica, Palestina e Norte da África.

Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).



PÃO E CIRCO


Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.



DECLÍNIO DO IMPÉRIO (QUEDA)



Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.
Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império.
No ano de 395, o imperador Teodósio divide o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.



Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.




ALGARISMOS ROMANOS


Contando com os Romanos



De todas as civilizações da Antiguidade, a dos romanos foi sem dúvida a mais importante. O seu centro era a cidade de Roma. Desde da sua fundação, em 753 a.C., até ser ocupada por povos estrangeiros em 476 d.C., os seus habitantes enfrentaram um número incalculável de guerras de todos os tipos. Inicialmente, para se defenderem dos ataques de povos vizinhos; mais tarde nas campanhas de conquista de novos territórios. Foi assim que, pouco a pouco, os romanos foram conquistando a península Itálica e o restante da Europa, além de uma parte da Ásia e o norte de África.



Apesar de a maioria da população viver na miséria, em Roma havia luxo e muita riqueza, usufruídas por uma minoria rica e poderosa. Roupas luxuosas, comidas finas e festas grandiosas faziam parte do dia-a-dia da elite romana. Foi nesta Roma de miséria e luxo que se desenvolveu e aperfeiçoou o número concreto, que vinha sendo usado desde a época das cavernas.


Como foi que os romanos conseguiram isso?


Os romanos foram espertos. Eles não inventaram símbolos novos para representar os números; usaram as próprias letras do alfabeto.
I V X L C D M
Como será que eles combinaram estes símbolos para formar o seu sistema de numeração?
O sistema de numeração romano baseava-se em sete números-chave:
I tinha o valor 1.

V valia 5.

X representava 10 unidades.

L indicava 50 unidades. C valia 100.

D valia 500.

M valia 1.000.

Quando apareciam vários números iguais juntos, os romanos somavam os seus valores.
II = 1 + 1 = 2

XX = 10 + 10 = 20

XXX = 10 + 10 + 10 = 30


Quando dois números diferentes vinham juntos, e o menor vinha antes do maior, subtraíam os seus valores.
IV = 4 porque 5 - 1 = 4

IX = 9 porque 10 – 1 = 9

XC = 90 porque 100 – 10 = 90

Mas se o número maior vinha antes do menor, eles somavam os seus valores.
VI = 6 porque 5 + 1 = 6

XXV = 25 porque 20 + 5 = 25

XXXVI = 36 porque 30 + 5 + 1 = 36

LX = 60 porque 50 + 10 = 60


Ao lermos o cartaz, ficamos a saber que o exército de Roma fez numa certa época MCDV prisioneiros de guerra. Para ler um número como MCDV, veja os cálculos que os romanos faziam:


Em primeiro lugar buscavam a letra de maior valor.
M = 1.000
Como antes de M não tinha nenhuma letra, buscavam a segunda letra de maior valor.
D = 500

Depois tiravam de D o valor da letra que vem antes.
D – C = 500 – 100 = 400

Somavam 400 ao valor de M, porque CD está depois e M.
M + CD = 1.000 + 400 = 1.400
Sobrava apenas o V.
Então:
MCDV = 1.400 + 5= 1.405

quarta-feira, 7 de julho de 2010

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA.
Por que é feriado, em São Paulo, dia 9 de Julho?

O dia 9 de julho é comemorado o aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932, data que procura lembrar o movimento que exigia do país mais democracia e uma Constituição.



Getúlio Vargas era o presidente da República, mas não eleito e sim devido a um golpe de Estado, depois que foi derrotado para o paulista Julio Prestes nas eleições de 1930. A Revolução Constitucionalista de 1932 representa o inconformismo de São Paulo em relação à ditadura de Getúlio Vargas.

Até então, a política do café-com-leite - alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República Velha (1889-1930) e a entrada de Vargas pôs fim a esta prática política. Isso fez com que a classe política de São Paulo passasse a exigir do governo federal maior participação.

Getúlio Vargas, claro, não aceitou dividir poder com os paulistas e nomeou um interventor, não paulista, para governar o estado, o que deu inicio ao conflito de São Paulo com o resto do país.

O MMDC: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
Estes eram os nomes de quatro estudantes de direito que participaram da revolução, e que foram mortos em um dos conflitos de rua em maio de 1932. Estes quatro passaram para a histórica com a sigla MMDC. Eles e muitos outros jovens tiveram forte atuação neste movimento paulistano e hoje são lembrados também através de seus nomes em ruas e praças na região do Butantã, próximo da USP

No dia 9 de julho, o Brasil assistia início de seu maior conflito armado, e também a maior mobilização popular de sua história. Homens e mulheres, estudantes, políticos e industriais, participaram da revolta contra Getúlio e o governo provisório de São Paulo. O movimento que nasceu de uma revolta da elite passou a ter o apoio e participação de grande parte da população. Neste mesmo dia 09 de julho o comando da 2ª Região Militar se rebela, toma as duas emissoras de rádio paulistanas e a Companhia Telefônica e os correios caem em mãos dos revolucionários. A Faculdade de Direito começa a alistar civis voluntários. A Escola Politécnica distribui professores e alunos por indústrias metalúrgicas para a fundição de armas e produção de munição.


A mobilização inicial foi simplesmente épica. Guilherme de Almeida e Menotti de Picchia alimentavam a alta temperatura com reportagens e poemas. Pedro de Toledo é proclamado governador. O general Bertoldo Klinger, comandante militar do Mato Grosso, desembarca gloriosamente em São Paulo. Mas de mãos vazias, sem as tropas e as armas que prometera trazer.

Não foi esse o único contratempo. Flores da Cunha impediu que os gaúchos aderissem ao movimento paulista. Minas Gerais também ficou de fora. Aquilo que seria quase uma "revolução branca", um passeio até o Catete para a deposição de Vargas, tornava-se uma guerra de desgaste. As tropas enviadas para Itararé (entroncamento ferroviário na divisa com o Paraná) retiraram-se antes da chegada dos 18 mil homens do Rio Grande. Por isso Itararé é até hoje conhecida como "a batalha que não houve".

O desequilíbrio bélico era gritante. No Vale do Paraíba, os revolucionários dispunham de uma metralhadora para cada 50 homens, enquanto as tropas enviadas do Rio tinham uma para cada três soldados. São Paulo alistou 200 mil voluntários dos três milhões de jovens, velhos e crianças, mas apenas 50 mil tinham condições, de fato, de participar.

A derrota paulista era inviável. Apesar do apoio das mulheres que confeccionavam os uniformes, o movimento encontrava vários obstáculos: a apatia dos operários imigrantes, as armas encomendadas na Argentina não chegaram a tempo, nem pela importação da Itália, já que Roma não reconheceu no Brasil uma guerra civil, o que lhe permitiria exportar material bélico.

Milhares de pessoas de todas as classes sociais doavam pratarias, jóias e alianças para ajudar financeiramente a revolução. Organizações civis como os MMDC, o Sato (Serviço de Abastecimento das Tropas em Operações ) e Casa do Soldado forneciam fardas, assistência, alimentação e tratavam do alistamento de voluntários. Todo o Estado, unido, trabalhava para a vitória da causa paulista.




A carnificina seria inevitável se o comandante da Força Pública, coronel Herculano Silva, não negociasse sua rendição em troca do compromisso por parte das tropas federais de não invadirem o município de São Paulo. Para os demais comandantes militares, como Klinger, Isidoro e Euclides Figueiredo, isso foi uma imperdoável "traição" uma vez que eles só esperavam e acreditavam em uma vitória exemplar.

O coronel Herculano depôs a 2 de outubro o governo chefiado por Pedro de Toledo. Quatro dias depois, Getúlio nomeava interventor no Estado o general Valdomiro.

No final, cerca de 135 mil homens aderiram à luta, que durou três meses e deixou quase 900 soldados mortos no lado paulista, quase o dobro das perdas da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

Até hoje, a história da Revolução de 32 é mal contada. Ou, pelo menos, é contada de duas formas. Há a versão dos governistas (getulistas) e a dos revolucionários (constitucionalistas). Durante muito tempo, a versão dos getulistas foi a mais disseminada nos livros escolares do país, mas hoje, com uma maior participação dos professores na escolha do material didático, a história também já é contada sob a ótica dos rebeldes, mas devemos lembrar que a história, através dos tempos, é sempre contada pela versão dos vencedores, mas, apesar da derrota paulista, a importância histórica do movimento é incontestável, uma vez que, como resultado direto, houve a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, dois anos mais tarde. Mesmo assim, a Revolução de 32 continua como um dos fatos históricos do país menos analisados. Mesmo em São Paulo apenas como uma data que é feriado, de ser mais um dia de folga, do que os motivos e suas conseqüências na democratização e no fortalecimento da nação brasileira.

Obelisco do Ibirapuera


O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera ou Obelisco de São Paulo, é um monumento funerário brasileiro localizado no Parque do Ibirapuera. É uma homenagem à Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo, mortos no dia 23 de maio. O obelisco simboliza uma espada fincada, ferindo o coração (simbolizado pela praça) do Estado de São Paulo. Nele há o Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932 e em seu museu há fotos, documentos, livros, objetos e recortes de jornais referentes à revolução.

Bandeira de São Paulo

Antes da Revolução de 32, era apenas um símbolo de São Paulo e desde então passou a ser a bandeira oficial. O mapa do Brasil simboliza a luta dos paulistas pelo Brasil. As quatro estrelas representam os pontos cardeais, apesar da idéia de que homenageiam os quatro jovens mortos na revolução (MMDC). As listas brancas representam o dia e as listas pretas representam a noite, os paulistas, de dia ou de noite e de qualquer lugar, defendem o Brasil com seu sangue, representado pela cor vermelha envolvendo o mapa.


Fontes:
http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_5jul1992.htm
http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u3.jhtm
http://www.guaruja1.hpg.ig.com.br/revolucao_32.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obelisco_de_S%C3%A3o_Paulo




quarta-feira, 16 de junho de 2010

Situação de Aprendizagem 3 – ILUMINISMO

Pag. 21
1. Nas duas afirmações, destacam-se as críticas Iluministas mais comuns à religião e à monarquia.

Pg. 22
2.
a. Defender e proteger a pessoa e seus bens a partir de um acordo entre todos.

Pag. 23
b. Numa legislação, a vontade individual de ser deixada de lado e deve ser considerada a vontade geral ou coletiva. Mas a ordem natural é que a vontade individual (particular) é a primeira de todas.

c)Com certeza não foi bem aceita pela nobreza ou pelo clero, mas acabaram por levar ao público em geral suas idéias, influenciando outros povos, como os EUA.

Pag. 24

d) Sim, tolerar pode ser definido como aceitar ou não impedir o outro enquanto que respeitar como reconhecer, ter em consideração.

3. Para Voltaire, Deus era a explicação racional do mundo e se manifestava na ciência e na nobreza. Procurava entender como Deus, na sua bondade permitia tamanha tragédia.

4. Para Rouseau, a culpa não é da natureza nem de Deus, mas do homem. As causas estão na própria corrupção da “integridade humana” pela sociedade e por sua irracionalidade, por sua incapacidade de manter o caráter originalmente bom do homem.

Pag. 26
5)
a- A ciência e seus avanços podem auxiliar o progresso e vice-versa e em alguns casos podem excluir alguns (pessoas, grupos, cidades.) de suas conquistas. A ciência não existe só para poder fazer à humanidade.
b- Voltarie era Deista (acredita em Deus mas não nas religiões). Ele critica as religiões por serem cheias de misticismo e superstições.
c- A culpa era do próprio homem, devido a corrupção da “integridade humana” pela sociedade, sua irracionalidade e incapacidade (imprevisibilidade ?) de manter o caráter originalmente bom que Deus deu aos homens.
d- Vários podem ser os exemplos: Terremotos do Haiti e Chile, Guerras Mundiais, Bombas Atômicas, Governos Ditatoriais, Colonialismo, Conflitos Religiosos / Étnicos, Intolerância Religiosas e Sexuais, etc.

Pag. 27

6- Condorcet acredita que os Franceses e Americanos haviam atingido o máximo do desenvolvimentio humano. Devemos lembrar que estamos falando do ano de 1794.

Você aprendeu?
1)
1. Emancipação humana pela Razão
2. Crença no desenvolvimento da ciência e da técnica
3. Crença no progresso contínuo.
4. Crítica ao estado Absolutista e ao Cristianismo.
5. Crença na liberdade e na igualdade.

Pag.28

2- O enfraquecimento das monarquias pode ser associado a liberdade, ao direito de escolha e a participação do povo na vida política do estado. O Iluminismo questiona alguns direitos naturais do poder Real e reivindica liberdade e igualdade de direito, por isso pode ser definido como um movimento burguês.

3-
a. A tripartição do poder (executivo, legislativo e judiciário) ou a problemática se os três poderes estiverem com uma só pessoa ou grupo.

b. Foi produzido no contexto iluminista do século XVIII. Fica claro quando crítica a centralização de poderes, característica comum na política Absolutista.

4-E

5-E

Situação de Aprendizagem 2 – Revolução Inglesa

Pag. 16
1. Locke diferencia o poder do soberano / magistrado do poder de um pai sobre seu filho, de um mestre sobre seu servo e de um senhor sobre seu escravo. Ele não concorda com a analogia de Hobbes.

2. É clara sua preocupação com a proteção da propriedade.
OBS: Burguesiaè classe social que compreende pessoas que não trabalham braçalmente e possuem situação financeira cômoda.

3. Seu papel é o de executar as leis que regulamentam e preservam a propriedade.

4. Hubbes è durante a queda da monarquia dos Stuart e o surgimento do regime republicano ditatorial.
Locke è durante o surgimento da nova monarquia que substitui os Stuart, com o parlamento assegurado pela Declaração de Direitos de 1689.

Pag:17 •Thomas hobbes (1588-1679): foi um matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651). Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. No estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra, e por isso formam sociedades entrando num contrato social. defendia a idéia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto.

•John locke (1632-1704): foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social.
Locke rejeitava a doutrina das ideias inatas e afirmava que todas as nossas ideias tinham origem no que era percebido pelos sentidos. Escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza de nossos conhecimentos.

Pag 181. C2. A

Situação de Aprendizagem 3 – Democracia e escravidão no mundo antigo

Pag. 20

1. Os escravos eram os prisioneiros de guerras, que costumavam ser inicialmente capturados nas cercanias dos grandes centros (pólis). Mais tarde eram fornecidos por entrepostos comerciais, capturados na Frigia, na Caria e na Trácia e crê-se que a partir do século V a. C. eram comprados aos bárbaros, tendo também havido gregos que se tornaram escravos por não conseguirem pagar dividas contraídas. Outras formas de obter servos eram a venda dos filhos, a venda da própria pessoa para poder sobreviver e mesmo trocar os serviços de médico pela escravatura do paciente.

2. Na Grécia a condição dos escravos variava segundo a região e sistema político-social dominante (como Atenas e Esparta, por exemplo), mas no geral tinham, principalmente, a obrigação de cumprir tarefas relacionadas com a casa do senhor, desempenhando, além disso, funções econômicas. Além disso, os escravos eram tratados com humanidade, chamados a combater ao lado dos seus senhores (apesar de em raras ocasiões de perigo extremo e em troca de direitos e regalias) e participando com eles nos trabalhos da sua profissão. Já no Brasil, diferencia-se dos gregos, uma vez que estes eram trazidos pelos portugueses de suas colônias na África para utilizá-los como mão-de-obra escrava nos engenhos e os comerciantes de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias, as quais adquiriam de tribos africanas que haviam feito prisioneiros. Em resumo, eram vistos como mercadorias ou animais.

3. Os critérios eram: homem maior de 18 anos, livre, natural de cidade e normalmente pertencente à aristocracia. Para estes, o voto era obrigatório para ter mantido seus direitos de cidadão.

4. Já o voto no Brasil é obrigatório e tanto mulheres como homens têm direito de voto, com idade entre 18 e 60 anos e facultativo para as pessoas com idade entre 16 e 18 anos e mais de 65 anos.

Pag. 21 – LIÇÃO DE CASA

a) ESCRAVIDÃO: Os escravos em Atenas ocupavam uma posição desprivilegiada na sociedade, podendo ocupar diferentes posições dentro da sociedade podendo ser empregados em atividades artesanais por conta das suas habilidades técnicas, que os levava a uma posição de destaque na sociedade. Na escravidão ateniense não havia distinção quanto ao trabalho que o escravo desempenhava. Possuía uma relativa importância na sociedade, por disponibilizar mais tempo aos homens livres na participação nas assembléias, debates políticos, na arte de filosofar e na produção das obras de arte. No período clássico de Atenas, a classe de escravos chegou a compor cerca de um terço da população ateniense e estes poderiam até ter uma fonte de renda própria, podendo em certo momento comprar a sua própria liberdade. De um modo geral, a maioria dos escravos em Atenas trabalhava no campo e nas minas.
Já na cidade-estado de Esparta os escravos, denominados de hilotas, eram conseguidos por meio das vitórias militares. Não havia a comercialização do escravo, não sendo visto como mercadoria, propriedade privada do seu dono e sim como propriedade do Estado Espartano.
No Brasil a mão de obra utilizada primeiramente foram os índios, em seguida substituídos por negros escravizados da África sendo seu número em milhões de negros. O drama dessa civilização vivenciado nesse período XV-XVI não tem paralelo e precedente na história da humanidade. Presos e escravizados na África, eram amontoados nos navios, onde, privados das mínimas condições de sobrevivência, aterrorizados pelos mais terríveis castigos, morriam em grande número na viagem.
A falta de liberdade, os trabalhos extenuantes, os castigos físicos, as humilhações de toda a espécie, constituíam o cotidiano do negro, que, do século XVI ao XIX foi o principal criador da riqueza nacional do Brasil.

b) PARTICIPAÇÃO FEMININA NA SOCIEDADE: Na Grécia Antiga, as mulheres não tinham direitos, não sendo consideradas cidadãs e por isso não tinham direito a voto, a serem ouvidas nas assembléias, etc. Se principal papel era cuidar das coisas cotidianas na casa, dos filhos e, principalmente dos maridos. Encontra-se uma participação maior em Esparta. A participação da mulher na sociedade brasileira foi, por muito tempo, não muito diferente das gregas. A desigualdade entre homens e mulheres ainda hoje é presente. Par ter uma idéia, as mulheres só conseguiram direito ao voto a partir de 1932.

c) INSERÇÃO POLÍTICA DOS ESTRANGEIROS: Na Grécia os estrangeiros (metecos) não participavam da democracia uma vez que não eram considerados cidadãos. Diferentemente, no Brasil qualquer estrangeiro naturalizado brasileiro tem os mesmos direitos que um cidadão aqui nascido, podendo inclusive votar.

Pag. 22 - VOCÊ APRENDEU?

1. Na antiga Grécia as mulheres, por não serem consideradas cidadãs não podiam participar das assembléias, votar, ou de fazer ouvir ou representar. Eram excluídas dos pores decisórios, restringindo suas atuações nos cuidados da casa. Hoje, as mulheres ocidentais, principalmente, vivenciam a diminuição do preconceito e da opressão histórica que passou. Conquistam e participam da política em pé de igualdade com os homens. No Brasil é bem representativo pois hoje vemos duas mulheres concorrendo à presidência.

2. Valores antagônicos, isto é, valores opostos, diferentes àqueles encontrados entre os Escravos, Mulheres ou Estrangeiros na Grécia Antiga, onde os estrangeiros não tinham direito ao voto, nem a cidadania, ou qualquer outro direito previsto na democracia grega. Na história do Brasil, tantos os estrangeiros, escravos e mulheres tinham seus direitos restringidos. Até a libertação dos escravos, estes praticamente não tinham direitos, só obrigações. Nem tratamento humano recebiam. Até 1932 as mulheres não tinham direito a voto. Já os estrangeiros, não só no Brasil, mas em todo globo, não são tratados como iguais, apesar de, no caso do Brasil, a mistura de raça ter produzido uma cultura diversificada e englobante. Não podemos esquecer, na atualidade, o trabalho infantil, escravidão em fazendas como aparece constantemente nos veículos de comunicação.

3. C

4. B

5. B

sexta-feira, 11 de junho de 2010

1º Ano - Caderno do Aluno - Volune II

RESPOSTAS DAS ATIVIDADES
Resposta Caderno do Aluno – 1º ano – 2º Bimestre

Pag. 3
Os aqueus foram os primeiros gregos a chegarem a ocupar parte do mar Mediterrâneo. Eram um grupo semi-nômade de indo-europeus que, provavelmente devido a alterações climáticas na região de origem, migraram para onde se localiza a Grécia em busca de terras férteis por volta de2000 a.C.. Estabeleceram o reino no Peloponeso.Os aqueus viviam na Idade do Bronze e, ao penetrar na região grega, depararam com um grupo denominado pelasgos ou pelágios, que viviam na Idade da Pedra. Os aqueus suprimiram os pelágios que ocupavam as terras férteis, que por sua vez eram escassas em território grego, principalmente devido à disparidade tecnológica existente entre os dois grupos, o que garantiu uma forte vantagem aos aqueus. Estes fundaram importantes núcleos populacionais em território helênico, como Micenas, Tirinto e Argos, no que ficou conhecido como a civilização micénica. Posteriormente os aqueus entraram em contato com a avançada civilização cretense ou minóica.
Os eólios (também ditos eólicos) foram uma das quatro tribos originais da Grécia Antiga, juntamente com os aqueus, jônios e dórios. Originalmente ocupavam-se da agricultura, e envolveram-se nacolonização do litoral do mar Egeu. Seu nome teria se originado pela sua suposta descendência de Éolo, deus grego dos ventos (cujo pai, Helios, era o patriarca mitológico de todos os helenos, isto é, os gregos).Os eólios abandonaram suas terras natais depois que a invasão dórica expulsou os aqueus e forçou-os a abandonar a maior parte dos territórios micênicos; apossaram-se de muitos destes territórios abandonados, e também construíram cidades em diversas ilhas próximas à Ásia Menor, difundindo pelo mundo grego o dialeto eólico do grego antigo.
Os jônios, também chamados de lônios, eram um povo indo-europeu que migrou para a Grécia por volta de 2.000 a.C. Com a chegada dos dórios, na Península do Peloponeso, milhares de jônios migraram para a Ásia Menor, fundando na região várias cidades.Os jônios participaram ativamente da expansão grega e colaboraram significativamente com o desenvolvimento da cultura na Grécia Antiga, principalmente, da ciência e do racionalismo.Os dórios eram um povo de origem indo-européia que habitava a região central da Europa antes do século XII A.C. A partir deste século, os dórios migraram para a Península Balcânica e participaram da formação de várias cidades-estados da Grécia Antiga, junto com os jônios, eólios e aqueus.
Os dórios eram dedicados às atividades militares e praticavam a guerra como forma de obtenção de recursos. Os espartanos eram descendentes dos dórios, fato que explica a belicosidade de Esparta na antiguidade.


Pag. 4
b) Atenas e Esparta
Esparta - aristocrático (militar)
Atenas - democrático/oligárquico

2. Democracia quer dizer direitos do povo, direitos iguais, justiça, líder escolhido pelo povo por meio do voto. Desde os dias antigos, e até hoje, a democracia nunca foi nem cumprida ferrenhamente, jamais. A democracia é uma boa forma de governo, pois o povo, em certo sentido, é mais livre para tomar decisões e expor opniões.

3. eram divididos em três grupos: cidadãos, metecos, e escravos.
CIDADÃOS - tinham a cidadania como direito de nascimento (nascidos em Atenas, com pais atenienses), com alto poder aquisitivo, homens maiores de 20 anos; a pequena minoria.
METECOS - Vindos de outras terras, portanto, estrangeiros sem direitos políticos que era obrigados a pagar altos impostos para viver em Atenas.
ESCRAVOS - Pessoas de classe mais baixa que eram a base da sustentação em Atenas, realizavam todo e qualquer tipo de trabalho; eram a grande maioria da população.

Pag. 6
A Democracia, se fosse seguida ao pé da letra, iria favorecer e beneficiar toda a população que participasse dela. Isso nunca foi cumprido plenamente em toda a história democrática, desde o seu início, até os dias de hoje.
A antiga Grécia, democrática, tinha sua maioria e sua minoria. Sua maioria, o povo, era dividido em duas classes: 1. os Metecos, que eram os estrangeiros que pagavam grandes impostos para poder viver lá. E 2. os escravos, que eram a base da sustentação da vida em Atenas e realizavam todo tipo de trabalho. A minoria era composta pelos "supostos" cidadãos, apenas 10 %, apenas por homens, maiores de 20 anos, naturais e remanescentes de Atenas; mulheres e crianças não faziam parte da democracia. A minoria formava democracia.
Atualmente, a democracia é um direito de todo o povo, mas somente a elite usufrui os benefícios dela. O resto da população não deleita dela porque não corre atrás de seus direitos, considerando que não tem direitos por agir assim.
Portanto, a democracia sempre está entre aspas, não cumprindo seu papel principal, "a igualdade".

Pag. 7
1. A pólis era o modelo das antigas cidades gregas, desde o período arcaico até o período clássico, vindo a perder importância durante o domínio romano. Devido às suas características, o termo pode ser usado como sinônimo de cidade. A Polis é a Cidade, entendida como a comunidade organizada, formada pelos cidadãos, isto é, pelos homens nascidos no solo da Cidade, livres e iguais.

Pag. 8

2. As cidades-Estado eram muito diferentes entre si: nas dimensões territoriais, riquezas, em suas historias particulares e nas diferentes soluções obtidas ao longo do século. A maioria era uma pequena unidade territorial, algumas poucas cidades-Estado, portos comerciais, atingiam o tamanho considerado de uma metrópole.



Pag. 9
1.
a) Arcontes: são eleitos entre grupos que possuíam propriedadesb) Estrategos: generais
c) Assembléia: reunião do conselho, sala de decisões e direitos
d) Areópagos: guardião das leis e vigia dos magistrados
2.
a) Hiparco: Cidadãos com propriedades sem divida,com valor acima de 100 minas e que tivessem filhos maiores de 10 anos e nascidos de matrimonio legal.
b) Arconte: era o título dos membros de uma assembléia de nobres da Atenas antiga, que se reuniam no arcontado. Eram responsáveis por dirigir a vida religiosa da cidade e presidir às cerimônias do culto. Eles eram sorteados dentre os cidadãos e o seu mandato durava um ano.
3. Eram somente sorteados entre os cidadãos acima de 30 anos e ninguém podia ocupar o cargo duas vezes, antes que todos os outros o tivessem ocupado
4. Qualquer pessoa que se sentisse lesada podia apresentar sua reclamação no conselho do aeropago, devendo declarar qual lei foi infringida e qual dano sofreu.

Pag. 10 – Você aprendeu

Na polis grega os cidadãos eram apenas os homes adultos, livres e nascidos nos territórios da cidade. Não participava dela nem as mulheres, nem as crianças, nem os escravos e muito menos os estrangeiros.
Na verdade, eram considerados cidadãos aproximadamente 10% da população ativa da cidade, sendo excluídos os estrangeiros, as mulheres e os escravos. No entanto, o importante é que se desenvolveu uma nova concepção do poder, opondo a democracia à aristocracia e o ideal do cidadão ao do guerreiro.
O homem (cidadão) era detentor do saber - o ser da filosofia, tinha
direito de filosofar, de participar da academia (culto à beleza física) - do estudo e do poder (direito de comandar politicamente todos os
interesses da pólis, como leis e normas administrativas). A produção
cultural, o pensamento filosófico, a academia eram uma exclusividade
dos varões, isto é, de uma minoria.
Segundo alguns teóricos, apenas 10% da população eram considerados cidadãos em Atenas. A fim de reduzir as despesas do Estado, o governo restringiu o direito de cidadania: somente os filhos de pai e mãe atenienses seriam considerados cidadãos. As mulheres, os metecos (estrangeiros) e os escravos continuaram desprovidos de quaisquer direitos políticos. A mulher era considera o "não ser" equiparada aos escravos, cuidava dos afazeres "domésticos", servia como instrumento de procriação, não participava, portanto, das decisões da polis. O filho, de preferência, deveria ser homem, sendo candidato em potencial para exercer a cidadania. O escravo servia de mão-de-obra para sustento e manutenção dos cidadãos.

Pag 11
2. Em Esparta vivia-se no regime aristocrático, ou seja, governo dos melhores, os nobres. Todo homem, teria de servir como militar. Os meninos eram obrigados a se envolverem em atividades militares, a partir dos 7 anos, querendo ou não.
Podemos considerar como motivação para a militarização de Esparta, a crença em uma vocação de povo guerreiro, independente de ser soldado ou oficial. Para tanto deveriam ser educados exclusivamente a este fim e os serviços produtivos e auxiliares deveriam ser feitos pelos hilotas (povos conquistados) e periecos (pessoas de “segunda classe, livres mas não cidadãos), pois assim estariam “livres” para cuidar da segurança e independência, além de poderem participar da vida pública.

Pag. 12
3- C
4- B
5- D

Situação de Aprendizagem 2
Os limites da Democracia Grega
Pag 13

1- Na antiguidade os excluídos no regime democrático grego eram as mulheres, os estrangeiros e os escravos. Eles não faziam parte da democracia e nem usufruíam dos direitos desta.
Atualmente pode-se considerar excluídos do regime democrático, principalmente os pobres, ignorantes, analfabetos, (apesar de estas três características estarem interligadas e dependentes de uma para ocasionar a outra e vice-versa), que faz que com que este grupo acabem por desconhecer as leis e seus direitos. Também podemos citas as minorias étnicas e sexuais, que apesar de se considerarem até incluídas democraticamente, vivenciam uma grande rejeição social nas lutas por seus direitos.

Pag. 14
2- A discriminação de "minorias" étnicas e sexuais, deficientes físicos e mentais que, historicamente, estiveram fora dos poderes decisórios e que, hoje, apesar de "incluídas" democraticamente e consideradas fora das barreiras impostas pelo poder aquisitivo, ainda experimentam uma forte rejeição social nas lutas pelos próprios direitos.

Pag. 15
As funções das mulheres gregas estabeleciam que elas deveriam se doar ao máximo a seus maridos e filhos e, dessa forma, abdicar quase que totalmente de seus interesses e vontades.
Cuidar do lar, monitorar o crescimento de seus filhos e devotar integral fidelidade ao marido passava a ser a vida de qualquer mulher grega, exceto daquelas que viviam em Esparta. As mulheres que viviam em outras cidades gregas, especialmente em Atenas, tinham funções claramente domésticas.
Eram responsáveis, além da criação de seus filhos, pelo cuidado da casa, com o auxílio dos criados (para isso tinham que averiguar o serviço doméstico e orientar os empregados quanto a forma como esse trabalho deveria ser feito).
Também confeccionavam tecidos para a criação de peças de vestuário que seriam utilizadas pelos seus próprios familiares, a produção de tapetes e cobertas.

Pag. 16
1- Porque na sociedade ateniense os escravos eram uma parte do que formava a sociedade. Todas as atividades eram abertas aos escravos, com a exceção da política. Para os gregos, a política era a única atividade digna de um cidadão, enquanto as outras eram deixadas para os não-cidadãos.
Os escravos eram usados principalmente na agricultura, o principal pilar econômico da Grécia. Alguns pequenos donos de terras podiam possuir um ou dois escravos.

2- Os metecos eram estrangeiros que moravam em Atenas e estavam misturados com os outros povos. Os cidadãos eram considerados superiores aos metecos que eram considerados a palha dos cidadãos. A cidade necessitava deles para exercer as atividades produtivas e auxiliares.

Pag. 17 – Você aprendeu?
1- Com certeza que podemos afirmar que os escravos, as mulheres e estrangeiros estavam excluídos e pode ser entendido como limite pois o governo excluía de seus processo processos decisórios. Penso que nenhum tipo de exclusão social, cultural, etc. pode ser válida, mas temos que analisar a época, o contexto histórico, que isto se deu. Mesmo com a exclusão destes, o primeiro passo da democracia como entendemos e conhecemos hoje foi dado e é importante analisar como parte do desenvolvimento e maturidade nas relações sociais. Hoje ainda há excluídos em vários regimes considerados democráticos, como os pobres, negros, homossexuais, índios, estrangeiros, deficientes etc.

2- A condição social das mulheres gregas estabelecia que elas deveriam se doar ao máximo a seus maridos e filhos e, dessa forma, abdicar quase que totalmente de seus interesses e vontades. Deveriam cuidar do lar, monitorar o crescimento de seus filhos e devotar integral fidelidade ao marido passava a ser a vida de qualquer mulher grega, isto é, tinham funções claramente domésticas. Eram responsáveis, além da criação de seus filhos, pelo cuidado da casa. Também confeccionavam tecidos para a criação de peças de vestuário que seriam utilizadas pelos seus próprios familiares, a produção de tapetes e cobertas. As meninas eram educadas em casa, pelas mães, sempre tendo como objetivo de aprendizagem os afazeres domésticos e femininos consagrados pelo hábito na sociedade grega, ou seja: fiar, tecer, ler, escrever, contar, o cancioneiro e as histórias populares e também os trabalhos domésticos. Em resumo, se sujeitam aos homens.

Pags. 18 e 19

3- C
4- D
5- C